A voz agora é do DJ QAP O movimento Hip Hop tornou-se a manifestação de maior referência do século XX. Esse estilo musical influência vários jovens pelos guetos do mundo; transformou, ainda, muitas pessoas em milionários. Pessoas que viram esse como um movimento de identidade e “oportunidade”. No Brasil o movimento passa, já há algum tempo, por muitas questões. Será que é a hora de aproveitarmos, devemos ir para grandes mídias, e transformar, o rap em uma música tocada em todas as rádios. Ou devemos continuar como estamos?. Para falar um pouco sobre isso, a rap nacional fez uma visita ao DJ e produtor “QAP”. O cara já foi finalista e vencedor de grandes prêmios do movimento, é DJ do grupo SP FUNK, e já produziu grupos como DMN, CaGeBê, Relatos da Invasão, Sombra (És vocalista do SNJ) e Sai Supra Crew (grupo da França). Fora isso possui o projeto MPC ENVENENADA, que já pôs na rua um singel e vários eventos por São Paulo. Para falar um pouco sobre: DJ QAP e sua MPC envenenada.
Para falar um pouco sobre: DJ QAP e sua MPC envenenada.

PORTAL RAP NACIONAL:Quando surge o DJ e produtor QAP ? E Qual era a condição dos equipamentos e programas que você utilizava para fazer suas produções?
DJ QAP.:Eu fiz vários trabalhos. No inicio fui DJ do grupo vitima fatal e também DJ residente em algumas casas aqui de São Paulo. Comecei como produtor, creio que em 1998, na época que produzi o cd do DMN. A musica “jão”. Utilizava o programa “LOGIC” e a MPC.
R.N.: Nesse tempo de trabalho. Qual seria a produção ou produções que você destaca para nós?
DJ QAP.: DMN, SOMBRA (es vocalista do SNJ), CaGeBê, Relatos da Invasão.Rap Nacional. Produtores estrangeiros, ou brasileiro.
R.N.:Você destaca algum?
DJ QAP.: “Lá de fora”. Kanie West, Nine One, Jay-z. Aqui no Brasil. O DJ Munhoz (produziu Kamau), o DJ Said, DJ nato. E um “cara” que serviu como escola para mim e outros foi o “Fabio Macari”.Rap Nacional.
R.N.:Você acha que os grupos de rap aqui do Brasil, possuem condições para disputar, por exemplo, um Grammy ou terem uma carreira internacional.
DJ QAP.: Eu escuto vários trabalhos de rap nacional, e vou ser sincero, não consigo escutar por muito tempo. O rap “ta chato” e muitos “caras” não perceberão que tem que investir em estrutura e qualidade. Diria “abrasileirar”, colocar swing. O funk, por exemplo, eles utilizam as batidas do Olodum, baterias de escola de samba. A musica tem que se fazer senti, tem vários “caras” que dizem que estão fazendo a música para o povo, mas será que o povo está ouvindo. E será que esses trabalhos possuem algo.
R.N.: Você acha então que o rap está em dificuldades. Será que é por não ser um “som” comercial.
Dj QAP.: O rap pode ser comercial. Até por que uma coisa é ser comercial e outra é utilizar-se de um apelo comercial. O rap é útil mais não agrada, tem que se atualizar, ser inteligente em tudo que for fazer no trabalho. “tipo” o Criolo Doido, o jeito comercial do jeito dele, ele faz o que se sente bem para fazer sem “apelar”.
Hoje em uma festa, “e to falando” de festa na periferia, toca de tudo. Você vai ouvir sertanejo, axé, funk, tudo. Mas quando toca rap nacional é o final da festa. Quem deveria gostar do ritmo, em muitos casos não quer nem saber.
R.N.: Você participou do “Skol HIP HOP” que teve uma grande polêmica. Você acha que tem que haver outros eventos como esse ou a experiência não foi boa.
DJ QAP.: Pessoalmente eu acho que deveriam ter vários como esse. Até por que quem investe é quem tem. O DJ QAP não tem condição de fazer um evento como esse. Não seria bacana se tivéssemos um evento desse todo o ano. Os grupos recebendo um cachê digno, até para poder investir. O próprio rap fecha as portas.
Eu hoje posso dizer que: vivo do rap, não sou rico, também não tenho essa pretensão. Mas seria muito bom se tivesse mais investimento para acontecer à música de varias formas.
Se quiser saber mais o my space do cara é uma boa referência: http://www.myspace.com/djkpye
Reportagem: Eliabe Caos
Fotografia: Sidmar (RÁS)
Tags: Dj QAP
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