Por: Angelina Miranda
Cleitons e Severinos
Gente que chora no sol
gente que chora na chuva,
perdem as casas,
mas continuam na labuta
Marmitas amargas
olhos ressequidos
músculos fracos
vultos esquecidos
Em favelas e sertões
nunca são lembrados
de vez em quando abraçados
por vermes engravatados
São comoventes em
telas de cinema, a revolta
dura uma hora e meia
falam muito, mas pouco se semeia
A marca no pé não colocam
a soja plantada não comem,
sofrem pela diferença
sofrem pela fome
Produzindo para elite
estão cansados
lágrimas em vão
amanhã serão massacrados
Lutadores morreram,
mas deixaram o sonho
acordado, quando o povo
será lembrado?
Angelina Miranda
Twitter @AngelinahMirand
Facebook Angelina Miranda
Blog: http://poesiasangelina.blogspot.com/
Tags: Poesia
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mina parabéns pela percepção que vc expressou nestas palavras
o conteúdo é muito proveitoso pra reflexão …inclusive farei uma apresentação
daki a pouco e vô fazer um paralelo com essa ideia que vc escreveu ..muito obrigado pela inspiração
Quem é é ! quem não é cabelo avoa #013 quebro td como sempre talento é pra quem tem veja vc tbm #paz