O texto foi publicado hoje no blog Colecionador de Pedras, do escritor Sérgio Vaz. Vale a pena ler e refletir…
Duzão é piloto, e o que da fuga à essa malandragem. Na madrugada, a bordo de um Mercedes, dirige certos por vias tortas.
Aninha já passou o ferro em várias madames, dizem por aí que pra mais de vinte.
Cabeção tem olhar de rapina e um iceberg no coração, quando entra no banco já vai direto no caixa.
Colorau não age na quebrada, gosta de fazer mansão.
Lu ganha a vida distribuindo suas ideias através de um pó branco comprimido, a molecada fica alucinada. Nada contra quem mexe, mas ela nunca meteu a mão no pó dos outros.
Vavá não pode ver carro parado que leva, se não der na chave leva nas costas.
Lourival mete o cano desde criança, o pai se virava no alicate, e nunca teve medo de cerca elétrica.
Como teve problemas de berço, Mariana pega o filho dos outros e devolve por uma quantia mínima.
Julião põe medo em muita gente, também pudera, já enterrou vários com uma pá na mão.
Salete limpou a casa de Sonia, quem deu a fita foi a Rose, que se bobear limpa até as casas dos parentes.
Marcio resgatou Sales da cadeia, e saiu do presídio pela porta da frente, ninguém fez nada.
Elizabeth quase não ri, é uma espécie de gerente da boca, na rua dizem que ela é a patroa.
Nego Jan vende tudo que pega: relógio, TV, DVD, Eletrodomésticos em geral, carro, moto, corrente de ouro, roupa de marca, e demais mercadorias. Sua lábia é mais afiada que lâmina de gigolô.
Zóio tem problemas com a injustiça e está no semiaberto, passa o dia na oficina e a noite dorme no 3º andar. Quando pode, Guida e preto Will, parceiros de caminhada, o visitam no domingo.
Luciana não tem medo de sangue, já ajudou a cortar vários desconhecidos, muitos cagam de medo de morrer na mão dela.
Wilsinho não tem medo de nada, já passou o revólver até no carro da polícia.
As pessoas acima são suspeitas de ter a cora
gem de trabalhar, e enfrentar o dia a dia com a dignidade que só o sofrimento ensina, e por mais simples que sejam, nunca se evadiram da responsabilidade de lutar.
A malandragem fica por conta dos olhos de quem lê.
Texto: Sérgio Vaz
Outro texto loko pra gente!
Sérgio Vaz é linha de frente,
literatura que invade a mente.
É quente!
Brilhante! Isto é nossa comunidade, isto é nossa literatura!
[...] This post was mentioned on Twitter by Mandrake, Felipe Borges, Dj Branco, Philip marquezinho, Mundo Black and others. Mundo Black said: A fina flor da malandragem (por Sérgio Vaz): O texto foi publicado hoje no blog Colecionador… http://bit.ly/dX8RWi RT Nois #MundoBlack [...]
muito massa…sergio vaz o poeta da periferia.
FILOSOFIA SÃ …….Q VIAGEM
Muito bom…
Talento até umas hora!!!
é isso aí…
LITERATURA MARGINAL!!
Avê Maria… que texto em tru
A malandragem fica por conta dos olhos de quem lê
foda em
parabens meu bom
loko
Sem palavras , Sem palavras …sem , sem
que loko , os olhares para quem realmente movimenta São Paulo e outras Cidades desse nosso Brasil , esse versos ao trabalhador ….felicidades bom guerreiro ;;;;; mó exeplo pra nois ….
Tenho orgulho de ser do Guetto
ser pobre nao é virtude muito menos defeito
Sergio Vaz e G.O.G me ensinaram como
caminhar Veio o Eduardo F.C e me mostrou como brigar.
lindo lindo lindo.
isso siim é REVOLUÇAO.
Ai sem palavras mano bem loko o texto…
L.M é nois…
Paz
Louco!
LOKOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Literatura Marginal, pra Elles;
Pra Gente é Educação na Ponta de Uma Caneta !
Ele é professor, mestre … uma mente além da nosso.
Sou fã dele …
Literatura marginal, puraaaaaa …