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A importância do Rap dentro da galeria do “Rock”

Postado por Paula Farias em 16 de novembro de 2010 ás 14:41
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A importância do Rap dentro da galeria do "Rock"  | leia esse artigo
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A Galeria 24 de Maio se tornou um forte referencial na compra de produtos de rap. Durante muitos anos o rap, esteve restrito somente nas periferias de São Paulo, hoje em dia o cenário mudou e o rap esta ocupando o centro da cidade.

A Galeria é um dos pontos de encontro mais conhecidos de cidade de São Paulo passam em média 5 mil pessoas todos os dias.E o rap esta presente nesse mundo a parte que existe bem no centro da maior cidade do Brasil.

Basta observar o sub solo lugar onde as lojas de hip hop predominam a todo momento passam os “ manos” do rap, com suas calças largas, camisetas compridas, boné pra trás,tatuagens a mostra.

Eles possuem  um modo diferente de andar, de quem não se importa com o que os outros irão falar, o orgulho de ser do rap é carregado no corpo, em cada gesto.

Quando os manos se encontram o aperto de mão sela o respeito, logo em seguida vem as  perguntas como vai a quebrada?, Como ta os corres?, São os dialetos da periferia tomando o centro de São Paulo. E não são só os manos do rap que frequentam o sub solo , as minas que fazem parte do movimento também sempre estão por lá , afirmando a presença feminina no movimento periférico.

Representando a cultura hip hop, a musica negra, há também salões especializados em penteados afros.

Um dos pontos que chama a atenção na Galeria é que no mesmo espaço em que os manos e minas  do rap vivem , há também pessoas de outras tribos passando a todo momento, ambos convivem no mesmo ambiente de forma pacifica e respeitosa.

O rap que muitas vezes é taxado de violento por uma parcela da sociedade, mostra um verdadeiro exemplo de cidadania e ensina que é possível conviver com as diferenças.

O sub solo é dominado pelo rap se comparado com os demais andares onde predomina as lojas de artigos de rock.

Pode parecer pouco mais quem é do rap  e sabe realmente toda a dificuldade que o movimento enfrenta , reconhece que isso é uma grande vitória,  de todo um povo que encontrou na música uma forma de protesto e resistência.

Assim pensa Douglas, 19 anos,. “Apesar da maioria das lojas serem de rock, eu acho muito importante as lojas de rap estarem ali pois eu encontro vários CDs, roupas e consigo várias informações sobre shows de rap.. .”

A participação do rap dentro da galeria tem também uma questão social, é uma forma de luta, da periferia ocupar o centro e mostrar todo o seu trabalho.

Douglas é um mano que curte o movimento e frequenta a galeria há muitos anos e quando questionado sobre o que o rap significa para ele , o mano manda a ideia “Temos que ocupar esse espaço e muitos outros e aproveita  da melhor forma possível…O RAP pra mim é um estilo de vida, é tudo aquilo que eu tenho vontade de dizer, independente de ser gangster, underground, gospel…nunca muda… e sempre vai fazer parte da minha vida…”

A música tem o poder de transformar e o rap  mistura ritmo e poesia é uma forma de revolução.

São nas letras fortes e contundentes do rap nacional  que o povo da periferia se identifica e encontra  força para continuar na luta diária contra as dificuldades de quem enfrenta a discriminação pelo lugar onde mora , o preconceito pela cor da pele,  e nem por isso de deixa abater.

O Portal  RAP NACIONAL foi buscar diferentes opiniãoes sobre a importância do Rap dentro da galeria do “Rock”.


Ferréz que é referência na literatura marginal e fundados da marca 1DASUL,  também manda a idéia sobre a importância do rap dentro da galeria

Portal Rap Nacional: Como aconteceu a abertura da loja 1DASUL, na Galeria 24 de Maio?
Ferréz:
Foi algo que pensei muito, mas era no final das contas óbvio, pois recebíamos muitos pedidos de vários lugares, e como não dá para estar nas quatro zonas de sampa, optamos pela parte central, e também pelo prazer de estar na galeria que acompanho desde a infância.
P.R.N: Como você analisa as lojas de rap dividindo o mesmo espaço com outros estilos musicais?

Ferréz: Acho muito bacana, democrático, é a cara do Brasil, sem preconceitos, você está na porta da sua loja e passa um punk, depois um roqueiro e depois rapppers, isso é bem bacana, cultura é isso, diversidade.
P.R.N: O que significa para o Rap Nacional fazer parte da Galeria que é considerada do Rock?
Ferréz: Acho que no final a galeria é um pouquinho de cada cultura, tem loja de brinquedos raros, lojas de bolsa de couro, lojas de vinil, , então é uma salada cultural interessante, acho que o rap só tem a ganhar com um espaço diverso, pois você beber só da sua cultura não acaba agregando nada, temos que pousar em outras partes, beber de outras fontes, para somar na cultura Hip-Hop.

P.R.N: O Rap Nacional é um estilo marginalizado pela sociedade, sua loja ja sofreu algum tipo de preconceito dentro da Galeria ?
Ferréz:
Não. Acho que esse discurso já está meio velho, nós crescemos, nos profissionalizamos, não somos moleques rebeldes sem causa. Sabe a cultura hoje é formada por muitos empresários, pais de família, profissionais de vários ramos, essa coisa de marginalizado é para quem se acha assim, uma coisa é representar o gueto, o povo sofrido, as pessoas que precisam de mudança em sua vida, outra coisa é ser negativista, ficar reclamando, se achando oprimido por tudo. A cultura prega a evolução, não só de consumo, mas como ser humano, acho que é nesse patamar que a cultura está também, achando seu lugar para poder se expandir. Na loja se encontra produtos bons, um atendimento profissional, bem feito, com cds, dvds, livros, tudo isso para emancipar os corações em conflitos, vestir uma boa roupa, com uma frase ideológica, com um símbolo nosso, isso é vitória.

P.R.N: O que você acha que pode ser feito para que novas lojas de rap sejam abertas na Galeria ?
Ferréz :
Acho que precisam de identidade, vejo lojas que são clones, somente clones de coisas gringas, acho que temos que ser nós mesmos, e falta mais iniciativa dos manos do movimento, que tem que tomar a cultura, hip-hop não é para ser vendido por chinês, coreano, temos que trabalhar com nossa cultura, lutar por ela.

NDEE Naldinho tem mais da metade de sua vida dedicada ao rap nacional, já são 22 anos de carreira. Naldinho é um ícone do rap nacional  e  sempre esteve presente na galeria.

Portal RAP NACIONAL: O que você acha das lojas de rap dentro da Galeria onde o rock é a grande maioria?
NDEE Naldinho:
A galeria existe há mais de 40 anos e sempre teve essa diversidade musical dentro dela, não vejo nada de errado nisso. Quem gosta de rap sabe pra onde se dirigir. Para as lojas de rap é claro

P.R.N: Você que já é um rapper bem experiente, como encara as mudanças que aconteceram nesses últimos anos ?
NDEE Naldinho:
Tudo muda, os tempos mudaram e a galeria também mudou, e se adaptou a essas mudanças. A galeria tem grande importância para nós rappers, e possuem produtos ligados ao rap.

P.R.N: O que você acha dessa diversidade, te incomoda o fato de dividir o mesmo ambiente com pessoas que gostam de outro estilo musical ?
NDEE Naldinho:
O fato de ter outros estilos musicais alem do rap não me incomoda , pois o rap assim como outros que lá existem tem seu espaço e respeitam o espaço dos outros. A galeria é um símbolo de democracia cultural de São Paulo e nós do rap fazemos parte dela!


P.R.N: Defina a importância da galeria para o rap ?
NDEE Naldinho
: Os primeiros discos que comprei foi na galeria da 24 de maio, foi e é importante para mim e para outros rappers por ter acesso mais fácil a música . A galeria tem e faz história, os rappers tem essa ligação muito forte,lá os rappers se reúnem, dão entrevistas cantam e atendem seu fãs . A galeria é um lugar histórico para a música negra , sempre que tem algo novo no mercado passa primeiro na galeria e depois vai pro Brasil a fora, mesmo  com o avanço da internet a galeria continua ativa.A galeria é importante pro rap.

Vato é frequentador da Galeria 24 de maio há 10 anos, envolvido com o rap desde moleque ele nós fala um pouco sobre o rap e a gleria.

Portal RAP NACIONAL: O que você acha das lojas de rap dentro da Galeria onde o rock é a grande maioria?
Vato Cria das Ruas:
Pela quantidade de grupos acredito que deveriam ter umas 30 ou mais lojas que comercializassem CDs de rap e artigos de Hip Hop. O mais loco é você compra um cd e do nada o cara que gravo aparecer ali e autografa, ou você tromba aquele cara do rap que você ouvia no radinho a pilha lá no interior, e o cara ali de boa  trocando ideia com a rapa, é uma parada que não tem preço. Acho loco mesmo!

P.R.N: E essa diversidade te incomoda, pelo fato de dividir o mesmo ambiente com pessoas que gostam de outro estilo musical ?
Vato :
De forma alguma, acho loco ver varias tribos no mesmo lugar não é porque  o mano curte rock ou é emo ou punk que vamos discutir, ou  não vamos dividir  o mesmo ambiente, quem pensa dessa fora tem a mente travada e cheia de preconceito. Varias tribos varias idéias diferentes  respeito faz a diferença-respeito é pra quem tem.

P.R.N: O rap tem uma questão social de militância muito forte, o fato de ocupar um lugar no centro de São Paulo também é uma forma de luta, como  você encara essa questão ?
Vato :
Antes de tudo rap é musica. Acredito que seja uma forma de resistência! Lojas onde se comercializa CDs de rap nacional com sons que falam de um cotidiano pesado como o nosso tem que ser na raça mesmo. Sabemos que trabalha com rap nacional não é fácil. lembrando que nem todo rap é militância! Tem muita porcaria!

P.R.N: O que significa o rap pra você, na sua vida ?
Vato:
Comecei a ouvir rap quando pivetinho pelas ruas da zona sul de SP 89/90 e quando em 93 eu ouvi o Mano Brown falar do meu bairro eu achei loco o cara tava cantando um cotidiano vivido por mim ali no parque Regina. Sem o rap eu não teria lido os livros que eu li não teria conhecidos pessoas  E feitos amizades que hoje eu tenho por causa do rap Não vou o mentir não que sem o rap eu não saberia nem troca uma idéia de Verdade como disse o Sabotage rap é um hino que me mantém vivo.


Texto e entrevistas : Paula Farias

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Comentário dos Leitores:

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Mandrake and Sacerdote I.R.Cí, T.M.$. T.M.$ said: RT @RAPNACIONAL: A importância do Rap dentro da galeria do “Rock” http://bit.ly/chWeaj [...]

  2. Ray_Rap disse:

    muitooo boa essa matéria sobre o rap na galeria do rock.
    o rap ta crescendo e aos poucos dominando..
    respeito é sempre bom. apesar do nome ser galeria do rock.
    o rap é forte lá dentro..
    Salve.*

  3. facçionario disse:

    FODA PODE CRER, ALI TEM VARIAS CAMISAS LOKAS DE RAP ,,

  4. Rap bom disse:

    Só não pode chamar de galeria do Rap, assim estaremos desrespeitando também.
    Não podemos confundir as coisas, a galeria do rock deu espaço ao rap e toda a sua raiz.
    Cultura branca e negra, se encontram alí.

  5. familia polemikos disse:

    loka…parabens pela materia rap nacional!!!

  6. claudiney disse:

    Tive la com a minha namorada e comprei o cd dos manos do Ordem Propia
    Cd loko parabens aos manos que trabalham na Galeria e tava na hora de noticiar esse Shopping do Rap.
    Obs:tbem comprei o livro do G.O.G ,Lindo e emocionante o livro quem nao tem nao pode dixar de comprar todos veram que o GOG é um revolucionario…

  7. [...] This post was Twitted by criadasruas [...]

  8. Muito boa essa pauta !!!
    Pena que hoje a galeria não é mais como antigamente…no entanto, ainda existe a magia no subsolo dela. O hip-hop vive ali !

  9. Rap_Danny disse:

    o rap ta crescendo e vencendo os preconceitos
    ta conquistando seu espaço q eh merecedor
    eh noiss ai

  10. mario disse:

    o rap tem que domina a galeria

  11. Eric disse:

    Materia loka
    diversas vezes saio daqui da z/o (carapicuiba) pra cola na galeria compra uns panos, cd's, ou só fazer um pião mesmo
    a galeria é daora muito loko quando se reune varios manos e minas
    Vida longa ao HIP HOP e a Galeria

  12. Michel - SentimentoS disse:

    O RAP tem que estar nos 4 cantos… É isso memo!

  13. VATO disse:

    parabéns paula fico muito loco mesmo! vlw msm !

  14. Toroká disse:

    Po sem comentarios sobre a galeria se não fosse ela estariamos bem mais limitados a vendagem dos nossos produtos, ao net working que é feito com e através dos representates de cada loja e o mais importante a demarcação do território ha mais de decadas…. infelismente tem mc q nem cola na galeria isso é lamentavel ver alguns manos virando as costas para suas origens…

    Força total para 2011, Vida longa ao RAP nacional!!!

  15. Juninho disse:

    É igual qo q o mano falou ai ''vc ta la fazendo um role comprando um livro de repente o cara q escreveu o livro la pra autografa''. Aconteceu isso comigo mano, tava la na loja do ferrez de repente ele tava ali atras do balcão.Caralho fiquei até besta,o cara é muito gente fina.Fora q p livro q comprei(e pedi um autografo é lógico)é muito loko escrito por ele msm ''CRONISTA DE UM TEMPO RUIM''.
    Eu trampo aki no centro pertinho da galeria e não perco a oportunidade de passar pelo subsolo.

  16. ATITUDE A disse:

    desde 1999 frequento a galeria de la pra ca era moh emoção cola la , toda vez me lembro do 1 cd de rap que comprei que foi o do JAY-Z VOL 2 , tempos que jamais vo esquecer ,fico triste de ver varios manos perdendo esse consumismo pelo rap em comprar um but ou uma camisa do 2 pac por exemplo….mais tamo ai firme e forte…saudações MAGICA DO HIP HOP E GRINGOS…

  17. ORELHA GDP disse:

    O RAP BATE FORTE NA GALERIA DO ROCK QUEM É DO MOVIMENTO RAP NÃO COMPRA NO SHOPING E SIM NA GALERIA DO ROCK QUE DEVERIA SE CHAMAR GALERIA DO RAP KKKK PAZ A TODOS.

  18. Moises Sj Cdr disse:

    Relembra é viver owowowo Rap nacional hj e sempre !! musica musica musica





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