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As muitas rimas do hip hop

Postado por Mandrake em 19 de outubro de 2010 ás 16:03
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(Foto: Ricardo Carpim)Edi Rock, dos Racionais MC’s, afirma que hoje o rap tem diversas formas: “Isso é bom. É tempo de mudança! Acho que para melhor, senão teria sido tudo em vão”   | leia esse artigo
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Com pelo menos três décadas de presença no cenário musical, o rap refletiu a evolução do pensamento social brasileiro e hoje rediscute seus caminhos

Por: Nina Fideles

Com as mudanças na TV Cultura, o programa semanal Manos e Minas, voltado para a cultura hip hop, foi cancelado no início de agosto, junto com outros da grade da programação. A medida provocou uma reação em massa de pessoas envolvidas com o movimento e apoiadores por meio de blogs e redes sociais, audiências e atos político-culturais. A direção da emissora acabou recuando, e o programa reestreia em outubro.
As mudanças no mercado e no mundo da música, e até mesmo a relação com a mídia, são temas recorrentes que sempre mexem no jeito de escrever, divulgar, produzir e pensar o rap nacional.

Desde o tempo da São Bento, o largo que virou palco do hip hop no centro da capital paulista, até a incursão em boates, casas de shows e programas de TV, muita coisa aconteceu.
Mas datar historicamente o início do rap no Brasil é tarefa imprecisa. Cada região tem seus protagonistas. Antes de se definir como hip hop brasileiro, as tendências do rap norte-americano influenciavam alguns artistas. Por exemplo, o apresentador de TV Carlos Miele gravou em 1979 o Melô do Tagarela, sampleando a música Rapper’s Delight, do Sugarhill Gang. E a música de Jair Rodrigues, Deixa isso prá lá, de 1964, já não tem uma pegada assim, meio rap?
Para o brasiliense GOG (de Genival Oliveira Gonçalves), mais importante que identificar uma data do nascimento do hip hop é ter a noção histórica de que essa cultura é uma evolução do pensamento social e da urbanidade da música. “Augusto dos Anjos, muito antes da gente, já escrevia hip hop. Solano e Raquel Trindade, Bob Marley… Como fala o Edi Rock, ‘a música negra é uma grande árvore com várias raízes’. Então, se nasce da mesma raiz e tá no mesmo pé, é parte do mesmo corpo, da mesma árvore.”

No início, as referências eram todas internacionais e falava-se de festas, mulheres, diversão. Algumas músicas já abordavam temas sociais, como o Rap da Abolição, do grupo Os Metralhas, de 1988. Mas foi somente mais tarde que o rap foi fortemente caracterizado como música de protesto.
Pepeu e MC Mike, que gravaram o rap Bastião, em 1986, Dj Ninja e MC Jack, General D., Black Juniors e outros grupos passaram a agregar mais pessoas nos famosos bailes organizados por equipes de som. Foi quando surgiu o rap Bastião, que NdeeNaldinho, hoje com 41 anos, se identificou com a cultura e, ao gravar o Melô da Lagartixa, inseriu-se no processo embrionário do rap nacional.  Sua primeira música foi lançada na coletânea Som das Ruas, de 1988, mesmo ano em que saiu o álbum Hip Hop – Cultura de Rua, com músicas de Thaíde e Dj Hum, Código 13 e outros. “A gente fazia rap naquele tempo pra dançar. Foi depois que o rap pegou sua caminhada de revolucionar, fazer as cobranças, defender o povo…”, diz Naldinho, que na época ainda era NdeeRap. “Não tinha nenhuma outra música no país que tivesse essa postura, mas isso não quer dizer que a gente não possa falar de amor, de alegria.”

Edi Rock, do Racionais MC’s, lembra: “Só depois foi que o rap ficou mais sério, sócio-político. Foi uma fase de mudança muito importante. Autoafirmação, negritude, liberdade de expressão…”. Ele tinha apenas 19 anos em 1989, quando, junto com Mano Brown, KL Jay e Ice Blue, formava um dos grupos de maior referência do Brasil.

De lá pra cá

Racionais MC’s, Thaíde e Dj Hum, Ndee Naldinho, Os Metralhas, GOG e tantos outros grupos influenciaram uma nova geração na década de 1990, quando o rap nacional se fortaleceu. E ainda hoje novos nomes ganham destaque e dão sequência a essa história. Considerando o rap uma cultura relativamente jovem, o velho terá sido superado? Para GOG, 45 anos, a evolução de uma geração não está na mudança do tema, e sim na superação deles. E eles não foram superados.

“Acredito nessa leitura para que o novo seja uma evolução, uma caminhada, até ser uma ruptura. Quero me emocionar mais com uma nova geração. Eu me divirto muito, mas quero chorar também.”
Para Thaíde, escola é tudo o que ensina. “Velha ou nova cada escola marca um período­, e cada um tem sua importância”, acredita. Mas admite: “Antigamente havia a necessidade de se informar, passar as ideias para frente por meio das nossas músicas, e isso ficou em segundo plano, infelizmente”.

Max B.O., apresentador do Manos e Minas, não vê somente uma velha e uma nova geração. “A gente deveria aproveitar melhor as diferenças de idade e ideias.” Max ganhou destaque com suas rimas no freestyle e começou a atuar profissionalmente em 1999. Não acha que suas letras são um protesto veemente como outras. “Mas também não faço ninguém se passar por trouxa. Acredito que tem muita coisa vazia circulando por aí.”

O desenvolvimento da tecnologia e sua apropriação é um dos fatores que influenciou na atualidade do rap. O acesso a ferramentas de produção e aos meios de divulgação como sites, blogs e redes sociais ampliaram o campo de atuação e ajudaram no gargalo da distribuição. Hoje é muito comum o lançamento das mixtapes, vendidas de mão em mão em shows e eventos por preços mais acessíveis. Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, 25 anos, vendeu mais de 10 mil cópias de sua mixtape de estreia no ano passado.

O mercado fonográfico também mudou. Em todos os estilos musicais, caem as vendas e multiplicam-se os downloads. Antigamente, os grupos apostavam alto. Os Racionais MC’s, com o Sobrevivendo no Inferno, de 1998, ultrapassaram um milhão de cópias vendidas, marca ainda insuperável no rap nacional. De Menos Crime, com São Mateus para a Vida, de 1999, vendeu 150 mil cópias. NdeeNaldinho, com O Apocalipse, de 1999, mais de 100 mil.

“Além de mudar as técnicas de produção, 50% dos militantes mudaram seus ideais e mudaram também os ativistas. Antes, o menino tinha 17 anos, hoje tem 35 e uma família pra sustentar. A dificuldade pra se manter financeiramente faz com que [o rap] seja pra poucos…”, analisa Cléber, do grupo Ao Cubo. O conteúdo das músicas não transformou apenas as letras das novas gerações. Para Edi Rock, hoje o rap está “mais livre” e ele gosta assim. Mas admite que muitos rappers, ao enxergar os Racionais como líderes e não músicos, pegaram somente a parte política e exageraram nisso. “Hoje temos caras novos, com formas e visões diferentes e isso é bom. É tempo de mudança! E acho que para melhor, senão teria sido tudo em vão.”

O rapper Crônica Mendes, do grupo A Família, faz uma avaliação semelhante. “É importante manter nosso público-alvo, e conquistar outro público também, pois dentro e fora das periferias tem muita gente que compactua com a mesma ideia”, defende.

Para MV Bill, que organiza com a Central Única das Favelas (Cufa) o Festival Rap Popular Brasileiro (RPB), a mutação é constante. “Tá sempre aparecendo coisa nova. Boas e ruins. O festival ajuda a revelar novos nomes e novas ideias, e a trazer um frescor à cena.” Seguindo a analogia da árvore como a música negra, eternizada na música de Edi Rock, GOG observa que hoje a árvore cresceu e continuará crescendo. “Alguns galhos, em alguns períodos, vão crescer mais e vão pensar que estão fazendo sombra para as outras pessoas. Mas todos os galhos são importantes.”

Particularidades no todo

Rúbia Fraga, 42 anos, se desafiou a rascunhar suas primeiras letras em 1992 e formou o grupo RPW. Para ela, fazer rap hoje é mais fácil e isso fez com que os grupos se preocupassem menos com a escrita, com a postura. “Rap é manifesto. Pode abordar, sim, várias coisas, mas não pode perder o tom da reivindicação e ultimamente muitos não têm essa preocupação.” Em sua opinião, alguns mais novos não conhecem e não se preocupam com o que foi feito antes deles e alguns mais velhos não aceitam certas coisas novas.

Nicole, 26 anos, é ex-integrante do grupo Inquérito. Ela segue com a produção de suas músicas e participa de outros grupos. Sobre a condição feminina, acredita que rap é rap, seja ele feito por mulher ou por homem. “Acho que rap feito por mulheres não perde em nada na qualidade musical nem nas ideias, e é importante que se mantenha assim.”

Em Fortaleza, Preto Zezé, 34 anos, do grupo Comunidade da Rima, aponta que não basta colocar qualquer coisa com o rap e dizer que é nordestino. “É preciso incorporar musicalidade, adaptar à técnica da rima, se não fica muito estereotipado, só para demarcar. Muito sotaque, estética, mas pouca essência e prática do que o conteúdo quer passar”, explica.

O também cearense Francisco Igor Almeida dos Santos, o Rapadura, 26 anos, diz que seria um avanço se cada estado tivesse o rap com sua raiz e sotaque: “Consigo alcançar outros meios artísticos e outros públicos por fazer ‘rap com ritmos nordestinos’. Só assim aprenderíamos a nos respeitar e nos entender melhor”.

O mercado do chamado rap gospel também tem público. Diversos grupos transitam no cenário livremente, sem rótulos, como afirma Cléber: “O fato de um dia alguém­ ter colocado o título gospel em nosso grupo fez com que algumas portas se fechassem, mas nunca gostamos de usar esse rótulo. Quando levamos uma música numa rádio secular, dizem que nosso som é gospel; quando levamos numa rádio gospel dizem que é muito rap. Vai entender”, ironiza.

Reflexão e ação

Nos últimos anos, o público das periferias brasileiras, em um primeiro momento fiel ao rap nacional, tem curtido muito o funk. Essa perda de espaço tem gerado reflexões sobre a atuação do estilo. “Quando as portas começavam a se abrir, o rap falou ‘lá eu não vou, isso a gente não faz, lá a gente não pode’. Se fechou em muitos lugares, mas ainda assim conquistou muita gente e cumpriu um papel”, avalia Naldinho.

Marco Antônio, o Markão II, 38 anos, é membro do grupo DMN, e segundo ele o hip hop não construiu uma estrutura política, mesmo que alguns tenham atingido para si um nível de organização pessoal. “Eu não consigo bater no peito e dizer que a cultura está muito bem, porque mais uma geração envelhece e não conseguiu ter uma estrutura de rádios, lojas, casas de shows, revistas. Isso é sinal que a gente falhou em algum momento, e não acho que a nova geração está preocupada em fazer isso. O rap vai ser mais um gênero musical como outro qualquer, sem diferença nenhuma”, declara.
Durante todos estes anos, os Racionais MC’s e outros negaram inúmeros convites da grande mídia. Para Edi Rock, ver o grupo na TV vai depender muito do formato: “Eu não consigo ver o grupo na televisão, a não ser em programas que tenham a ver com a nossa cara”, afirma.

Mas muitos rappers conheceram de perto essa mídia como Rappin’ Hood, Thaíde, Xis, KL Jay, RZO. Hoje, por exemplo, o carioca MV Bill tem papel em Malhação, e conta que sempre respeitou os grupos que foram avessos à mídia, mas optou por outro caminho. “Apesar de ter estagnado um pouco, o hip hop me fez gostar de comunicação, e o meu parceiro Celso Athayde me ensinou a utilizar a mídia a nosso favor e, quando possível, intervir nesta realidade”.

Thaíde também “não teve medo de fazer”, como ele diz, e após deixar a apresentação do Manos e Minas se integrou à equipe do programa A Liga, da Bandeirantes. “A gente ensinou muita coisa, mas não ensinamos ninguém a lidar com a TV, com os rádios, a se profissionalizar, a ser artista. E isso também é importante”, opina.

Por ter um discurso político e reivindicatório, o rap quase que naturalmente se afastou da grande mídia e se aproximou da vida política, via partidos e movimentos sociais. Vários envolvidos com a cultura já se candidataram ou assessoram e apoiam publicamente candidatos. Erlei Melo, 36 anos, rapper do grupo Face da Morte, conhecido como Aliado G, disputou vaga de deputado estadual pelo PC do B, em São Paulo. “Somos muitos e muito fortes. Acredito que entre nós podem existir médicos, engenheiros, advogados e lideranças políticas. O que temos de diferente da elite são as oportunidades”, diz.

Aliado G criou o Face da Morte em 1995, em Hortolândia, no interior paulista, e como selo lançou discos do GOG, Realidade Cruel e Clã Nordestino. “Independentemente da vontade de A ou B, a arte transforma ou conserva a sociedade. A nossa transforma”, sintetiza. GOG concorda. “Lá em nossa base, na periferia, na origem do hip hop, é onde temos de estar com o amálgama preparado. Nós somos música para transformar a sociedade, a comunidade. Trabalhando contra nós mesmos, sempre sairemos derrotados.”

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Comentário dos Leitores:

  1. @kaahschmit disse:

    Jesus amado um texto.. muito grande! deu preguiça de ler! rs

  2. Clóvis Gabos disse:

    Muito boa.
    Vejo que com essa materia e a do Porradao 20 o Rap esta aprendendo a dialogar sem degladiar.

    Isso nos da força à nós publico para continuar acreditando na transformação que o Rap faz. O rap transformou as periferias, agora é chegada ahora de se auto transformar. Claro que, sem perder a ternura, o carisma, o protesta, a celebração, a onda, a malandragem. Transformação bem vinda desde que não se esqueça quem vc é e de onde vc veio.

    Parabéns ai pra Nina fideles, Celso ataide (Porradao de 20) e ao Portal rap Nacional.

    Dialogar sem degladiar.
    somos nós com nós mesmo.

  3. [...] This post was mentioned on Twitter by Mandrake, Mandrake, Sao paulo pipas, Sao paulo pipas, Junnior Santos and others. Junnior Santos said: RT @RAPNACIONAL As muitas rimas do hip hop, por @ninafideles http://bit.ly/9Qsf3X [...]

  4. tiago kuskuz disse:

    muito bom esse texto,ótimo!
    será q a nova geração vai abraçar as idéias dos antigueiras?tomara q sim pq se continuar do jeito q tá eu vou ouvir só o raio x do brasil,o prepare-se entre outros q só quem é tá ligado!

    parabéns ae pelo texto….precisamos disso!

  5. Rodrigo jd rosana disse:

    A NOVA ESCOLA VAI SALVAR O RAP CREIO NISSO, VAI MUDAR A CARA DO BARATO E CONSERTAR O ERRO DA VELHA QUE INFELIZMENTE FOI ATRAS DE UM CAMINHO SO LAMENTAVEL ,E NECESSARIO A DIVERSIDADE,VEJO MAIS REALIDADE NOS OLHOS DESSES MENINOS DE VINTE E POUCOS ANOS

  6. ALINE S.MATHEUS disse:

    se o rap seguir edi rock ,gog,naldinho e outros cansados que estao sendo citados ai vai morrer mesmo,ninguem guenta mais ouvi esse barato desculpa ai mais ta na hora de aparecer a verdade ninguem guenta mais sermao o povo quer diversao essa é a fita

  7. RAMON disse:

    RAP NACIONAL AVANTE NEGUIM,RECONHECIMENTO COMO MÚSICA,MAIS SEM PERDER O GRITO DE GUERRA DA FAVELA DO POVO CARENTE,RAP NACIONAL ATÉ O OSSO!!!

  8. Clóvis Gabos disse:

    Ahhhhh mano, putzzzzzzzzzzz

    Pronto, ja vem de novo esse lance de treta em os 20 aninhos e os 30, 40 anos.

    Será que toda notícia que vier aqui, nós vamos só criticar por isso???

    Gente, o Rap é livre, pode falar do que quizer, ninguém está ditando regra no rap. Oq acontece é que existe o respeito pela história, ninguém viver no presente sem uma história. Esse menino de 20 anos ai que está fazendo rap, na época que o GOG lançou É TError, onde eles estavam??? Na época em que Racionais lançou Mágico de Oz, Formula Mágica da Paz, Homem Na estrada… onde eles estavam??? na época que o Facção Lançou Artistas ou Não, onde eles estavam??? Eu digo pra vcs, eles estavam curtindo o Racionais, GOG, Facção e tantos outros. E hoje eles tbm fazem rap, cada um no seu estilo.

    Não tenho nada contra os novos que estam fazendo rap, como sou homem vou citar nomes: Projota, Rashid, Emicida, Versu2, e outros mais que ñao me recordo no momento.
    Eles são bem vindo no rap, mas não devemos jogalos contra os que já estão na estrada desde o ínicio.

    O público fica criando treta entre "Nova" e "Antiga" geração. Quem tem ouvidos, escuta oq quer, quem tem boca falar oq quer. Só não pode ser prepotente, achar que o cult do rap, ou que é o dono… Isso ta cansando.

    Porra gente, vamos ser maduros, o rap é livre, tem compromisso, tem identidade.
    O Edi Rock já disse lá no inicio.

    "Vc está entrando no mundo da informação, auto conhecimento, Denuncia, e DIVERSÃO."

    Já disse, precisamos dialogar e ñ degladiar.

    Qdo será que vamos ler mais de 100 comentários aqui, contundentes, maduros, de alto nivel. E ai, qdo?

    Somos rappers ou somos nada???

    Quero só vê.

  9. DSF disse:

    concordo com tudo que o Clóvis Gabos falou no comentario abaixo, menos em relaçao ao Celso Athaíde.

  10. DEVERSOM IC disse:

    EDI ROCK,GOG,NALDINHO E OUTROS IGUAL FOI CITADO POR ALGUEM QUE LAMENTAVELMENTE NÃO SABE O QUANTO O RAP É IMPORTANTE E SIGNIFICATIVO, FOI A VELHA ESCOLA QUE FEZ MUITO PELO RAP, E SEM ELES NÃO EXISTIRIAM A NOVA ESCOLA QUE SE ESPELHARAM E ABSORVERAM COISAS POSITIVAS, A MUDANÇA É NECESSÁRIA MAIS SEM PERDER A ESSENCIA,A RAIZ A IDEOLOGIA ENTRE OUTRAS VIRTUDES QUE O MOVIMENTO PROPORCIONA PARA O POVO HUMILDE,POBRE,CARENTE…….NÃO É MINHA CARA JULGA NINGUEM MANO FELIZMENTE.
    O RAP SALVA!!!!!!!!!!
    E NÃO FOI A NOVA ESCOLA QUE ME SALVOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! SEM DISMERECE
    OBRIGADO SENHOR POR TER COLOCADO O RAP EM NOSSOS CAMINHOS

  11. DEVERSOM IC disse:

    O RAP NÃO MORRE
    PARABENS PELA MATEIRA NINA FIDELES E PORTAL RAP NACIONAL SEM PALAVRAS MUITA PAZ SAÚDE FÉ E PROGRESSO…

  12. bicoh disse:

    adorei de ter lido essar materia.
    espero q o RAP invada a midia,pa axo q ela sempre está botando agente pra tras axo q e nossar hora de agir e tomar o q éh nossor por direito.

  13. PRISCILA SC disse:

    Sabe oque acontece o rap e sempre muito parecido um com outro,ela citou Gog,Naldinho,Edi rock, 3 rappers que na minha opiniao seguem a mesma linha de rap tudo muito igual por isso o rap nao vai pra frente falta originalidade. e isso acontece com a nova escola tambem citaram a cima Projota,Emicida,se voce observar com atençao as musicas do Projota vai ver que ele nao passa de um Emicida piorado o mesmo flow igualzinho falta originalidade personalidade.Tem gente fazendo rap com Personalidade e se destacando aki no sul e o caso do Thig do Rincon sapiencia sao pessoas originais na musicas voce sente isso.quando o Hip Hop nao tirar xerox um do outro as coisas vao funcionar essa é a minha hulmide opiniao

    • De algum lugar disse:

      Concordo em partes contigo mulher !!!!!!!!! O hip hop brasileiro é algo fantástico mas pecou e continua pecando em vários apectos pelo seu sectarismo não consegue ampliar suas visões, cantores de outras décadas conseguiram trazer um peso muito maior em seus trabalhoas devido sua visão ser voltada para o futuro não só para o presente .Pego como exemplo o saudoso Raul Seixas ouve ai a Aluga-se algo que é cada dia mais presente no Brasil e no mundo quase todos os dias (esse é só um dos sons do mestre tem outros ).Hoje em dia tem cara que mal começa sua carreira fala pra caralho depois que ve que a Criatura superou a criação começa a voltar atrás em um monte de coisas demonstrando sua falta de maturidade e pouca visão no ramo músical .
      A mulecada parece que quer tudo mastigado ninguém mais pensa em faser algo diferenciado é mais fácil plagiar o Emicida ou o Racionais pra aceitação ser de imediata uma coisa absurda e sem tamanho por isso que a parada se estagna, não abrimos o leke para o novo e quando alguém foge desse padrão ou ele é taxado como vendido e não pertencente a CASTA que o movimento com o passar dos anos produziu, uma sequência de diferentes nomes e de pensamentos iguais não é atôa que outras regiões do Brasil começaram a ter mais visibilidade exemplo a região Nordeste, Rapadura Costa a Costa Inquilinus coisa que é boa, mais pouco veiculada aqui .A tal mídia independente que sempre criticou e bla e bla caga muitas vezes e senta em cima da sua própria merda na moral, se ve ai sites que promovem manipulam e veiculam informações as vezes da mesmo artista varias vezes promovendo uma parada de má qualidade excluindo o novo de acontecer, nos 4 cantos do pais tem uma par de cara escondido que não aprece por neguigência deste caras ai que como veícilos de comunicação não buscam sua parcela de neutralidade em relatar os acontecimentos depois fica como esta a política meios de comunicação que se declaram a favor deste ou daquele candidato mais no nosso meio é pior, a hipocrisia impera, uma par de nego é parceiro cola junto ou até trabalha com o cara e usa seu veiculo de comunicação pra promover fulano ou ciclano .
      Sei que depois de lerem isto muito vão me criticar dizendo que não sei analizar nada com bons olhos mais verdade seja dita !!!!!!

  14. Pra Pensar disse:

    Somos um movimento que infelizmente se nega agir em coletivo. Apoiamos muitas vezes o "inimigo" e se negamos a apoiar os nossos, seja qual for a ideia de que se tem do – rap ou hip-hop – precisamos estarmos juntos e não somente quando há interesses.

  15. preto will disse:

    Tudo tem um começo, que se encaminha para um final, eu só espero que a rivalidade que existe entre os mais antigos e os novos não continue…
    espero que isso acabe… por que ai sim estaremos progredindo de verdade

    os mais antigos reclama por que eis algo novo… e por ser novo o trabalho é uma merda
    e o novo por que és muito antigo.

    então eu acredito nessa mudança que seria a principal
    antes de mais nada.

  16. cabra da peste disse:

    ai ozofre e ruin bixin mas a melhora vem q vem ta ligado mo treta o

  17. outro nivel disse:

    isso tudo e uma merda e com certesa amentira tem perna curta

  18. Marcelolhp disse:

    Isso Tudo é o preço da vaidade(fisica) e (psicológik). AHHHHH C NUM EXISTISSE Á VAIDADE….
    Mas á proposito TEXTO E MATÉRIA MUITO BOA !PARABÉNS!

  19. outro nivel disse:

    prabens o carai seus loke

  20. Regiane Silveira disse:

    óTima matéria.

    Parabéns Nina fideles e aos entrevistados, parabéns ao PRN por públicar em grande estilo bons conteúdos.

    Um detalhe sobre os comentários:
    Não gostar é uma coisa, desrespeitar é outra. NÓs, público do rap, precisamos entender bem isso, pq senão vão sempre baixar o nivel nos debates e mostra para os zé povinho burgues, patricinha e boyzinho, quem eles estão certos qdo nos chamam de burros, ignorantes, sem cultura e etc…

    Precisamos aprendera debater nosso fatos. A guerra não é contra nós mesmo.

    Obrigada.

  21. AUGUSTO CESAR disse:

    o rap ta evoluindo e isso é bom falta muito para o rap ficar mais estruturado em termos de palcos e locais para shows e isso conta muito para conquistar publicos de outras regios porque nao? o brasil ta mudando muita gente esta saindo da pobreza extrema e isso é muito bom para o hip hop em geral em todos os sentidos.
    espero ver um dia varias gravações de dvds e clipers no nivel americano sem deixar de esconder nosso brasil e tal. e acho que o rap esta caminhando pra isso.
    pesqueira-pe

  22. NILL disse:

    uns kerem q o rap fale só de diversão, outros kerem q o rap só fale de problemas sociais, eu acho q tem q falar das duas coisas, mas falar a verdade. tem q ter equilibrio entre os temas, falar do ódio pro mano entender q ta faltando amor e falar do amor pro mano entender q sem ele o ódio nasce. mas a galera ta kerendo q o rap morfe num tema só. O RAP TEM Q PROTESTAR, FALAR DO ÓDIO, AMOR, ALEGRIA E TRISTEZAS CARAMBA, eu acho assim, tipo, se o rap fikar só nessa de protesto, crime, policia..o mano naum vai entender q existem momentos felizes, se o rap fikar falando só de diversão a mente do mano vai fikar alienada pra carai vei, o mano naum vai entender q a tristeza existe e q a desigualdade social gera todo o mau. EQUILIBRIO ENTRE OS TEMAS PELO AMOR DE DEUSS.

  23. facçionario disse:

    excelente texto , pô faltaram citar o fc, rc os cara sao os q tem mais fãns e tal ,,,

  24. Raphael disse:

    Mano pra mim não tem essa de nova ou velha escola,é cada um no seu tempo,no seu corre,na sua visão,se todos se unissem mesmo de verdade,pra entender as ideias do irmão,pra apoia,pra ajuda e não pra julgar,cada um corre pelo que acha certo,esse é um estilo livre né tiu,a mudança tem que acontece o que não pode é perde a essencia,a raiz.
    mano o rap ja tem 30 anos aqui no brasil e tirando algumas excessões que todo mundo ja ta ligado,qm verdadeiramente sobrevive somente do rap ?tem um truta meu aqui q faz uns rap mto loko mano,mais ta la no trafico pq se não não sobrevive !
    ta na hora de trazer o que é de direito nosso tiu, todos de alguma forma sao bons no que fazem,talento é mato.
    vamos faze cada um o que pode,a nossa parte para nos proximos 30 anos ( se Deus quiser menos ) agente esteja cantando,vendo e ouvindo mais musicas de alegria,de paz,que as lagrimas sejam de felicidade,que o piano que agente toca não seja mais nas delegacias,que a saudade sentida no coração seja de alegria de um irmão que esta fazendo dinheiro longe de casa da melhor forma e não a saudade de alguem que esta na cadeia ou que foi morto de uma forma desumana e lamentavel.

    Fé em Deus

  25. Parabens muito boa sintetisação a sua nina obrigado desde já por nos mostrar que no rap a frase mais cabivel e que rap é evoluçao sim mais sem perder sua indentidade.Rap é revoluçao, mais com percepção.
Juntos podemos separados jamais,buscando novos horizontes mais sem esquecer de onde viemos para nao perdermos nossas raizes pelo meio do caminho.
Att.Leandro Chicano Projeto Origens.

  26. d2 disse:

    a minha obra prima foi envetra rima mandando ver para minas e normaliza a nossa proprina.sou xxt com orgulho da naçao mandando ver no rep e suando de montao.a minha rima continua e meu son fica mais forte pode ter me chamar de cabra do norte. a rimas e de malandro,pra malandro professor.sou apenas mais conquistanto o seu amor.





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