Na última sexta-feira (22) começou um dos festivais mais aguardados pelos amantes da música negra. É o Black na Cena Music Festival, o maior festival de Black Music da América Latina que aqueceu a noite fria paulistana.

Ainda com o público chegando a banda Farufyno abriu a maratona de shows da noite com a música “Umbabarauma”. Com muito swing e energia a banda transformou poucas pessoas em uma multidão fazendo todos participarem cantando canções clássicas como “Ela Partiu” do Tim Maia, e dançando bastante ao som de seu Samba Rock.


Não podemos esquecer de citar a qualidade do evento, com uma mega estrutura de som, o Black na Cena conta com dois palcos, acabando um show no palco 1, o palco 2 já estava preparado para o próximo grupo, além de exposições de grafites e low-riders.
O rapper Thaíde” adentra o palco e celebra a importância deste evento, e com poucas mais sinceras palavras chama um dos principais representante da cultura negra para o palco “Tony Tornado”.
O cantor Tony Tornado de 81 anos esbanjou energia e mostrou que tem uma presença marcante no cenário da música mundial. Alem de mandar músicas clássicas como “Sou Negro Sim” e “BR 3”. Em uma belíssima apresentação ainda sobrou tempo para homenagear “James Brown” cantando “I Feel Good” e também “Sebastião Rodrigues Maia” mais conhecido como “Tim Maia” e mandou a “Se o Mundo Inteiro Pudesse me Ouvir” com participação mais que especial de seu filho Lincoln Tornado.
Em sua entrevista coletiva Tony Tornado disse a seguinte frase “Quando duas mãos se encontram, refletem no chão a sombra da mesma cor”. – “Tem muitas pessoas cantando musica Black, independente da epiderme. Tem muito branco cantando e bem também esta música que modéstia a parte é a melhor”.
O cantor deixou bem claro que muitas pessoas acham que ele é carioca, mas ele é um paulista legítimo de Mirante de Paranapanema. Falando um pouco sobre o evento o cantor disse:
“ Para o Brasil, este evento é importante, e para ele é importantíssimo” – Deixando bem claro a alegria de ter sido convidado.
Perguntado se conhece esta nova pegada do Rap Nacional como Criolo, Emicida, ele disse conhecer sim e ser o maior ouvinte de música. “Eu acho Emicida um expoente do hip hop, eu gosto muito de Rappin Hood, do Mano Brown, gosto de todos eles, escuto todos eles, eu realmente adoro.”
Na seqüência foi a vez do “Baile do Simonal” adentrar a noite fria e com muita energia Max de Castro e Simoninha fizeram o público cantar e dançar. Vários clássicos foram cantados como “Nem vem que não tem”, “Meu Limão, Meu Limoeiro” e uma música que o pai dele Wilson Simonal fez em 1967 “Tributo a Marthin Luther King”. Sobre a importância do evento eles ficaram felizes de ser lembrados logo na 1ª edição, e exaltaram a programação diversificada do mesmo.
É chegada à vez de Sandra de Sá com seus olhos coloridos encantar a madrugada. Ao sucesso de “Madalena” ela iniciou a apresentação. Em certo momento do show ela se esqueceu da letra e disse “Quem nunca errou que atire a primeira pedra” e se saiu muito bem cantando a música “Meu Erro”. Para fechar a noite com chave de ouro a música que não podia faltar foi a “Sarará Criolo” cantada por todos do inicio ao fim.
Após a 1h da madruga foi a vez de um dos shows mais aguardados da noite. Seu Jorge ao som de “Mina do Condomínio” coloca todos para curtir. E o repertório ainda contou com “Burguesinha” e “Carolina”. Um dos momentos altos do show foi quando ele misturou a música “Zé do Caroço” de Leci Brandão e “Negro Drama” dos Racionais Mc´s. Em entrevista coletiva ele disse que as duas músicas têm muito haver, e mais do que isso, elogiou o trabalho dos Racionais Mc´s por ele considerado o melhor grupo do Brasil e disse que “Negro Drama” é o hino dos Negros (as) brasileiros.
Para encerrar a maratona dos grandes shows Thaíde entra no palco e pede que o público faça muito barulho parar receber o Fundador do Parliament Funkadelic “George Clinton”. “Como era o aniversário do mesmo Thaíde pediu para todos cantarem Parabéns pra você”. Atendido prontamente pelo público.
Mas antes de entrar no palco uma surpresa para o público, quem veio chamar George Clinton ao palco foi nada mais, nada menos que Flavor Flav e Chuck D, ambos do grupo Public Enemy.


George Clinton que estava completando 70 anos nesta noite, entrou no palco aonde uma banda com vários membros já o aguardavam. Com a música “Cosmic Stop” ele deu inicio a uma apresentação bem enérgica e com muitas supresas, incluindo fumar um “cigarro” dado por um fã e cantar músicaS junto com Flavor Flav.
E foi neste ritmo que se encerrou o primeiro dia de apresentações do Black na Cena Music Festival.
Fique ligado que logo mais estaremos contando tudo que vai ocorrer no segundo dia desta grande celebração da Música Negra Mundial. O RAP NÃO PARA!!!
“FOTOS DO BLACK NA CENA DESTE SÁBADO CLIQUE AQUI”
Texto: Fábio Barbosa
Fotos: Zezinho Kinte
Confiram mais algumas fotos do evento:
Tags: Baile do Simonal, Farufyno, George Clinton, Max de Castro, Public Enemy, Sandra de Sá, Seu Jorge, Simoninha, Thaíde, Tony Tornado
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muito loko mano…
como eu gostaria de morar em sampa!!!!
altos shows, e esse aí eu num ia perder de nenhuma forma…com crtz
Só temos a ganhar……….tem que ter todos os anos
GRANDE EVENTO MUSICAL DE BLACK MUSIC , SORTE DOS AMANTES DA BLACK MUSIC.
sou amante do rap, mas o valor é abusivo os organizadores deixaram a periferia de fora na cara de pau! nós fizemos o rap crescer e agora os boy q criticavam estâo rindo de nossas caras! o primeiro evento de rap no anhembi teve muita qualidade de palco,som,cantores e c valor acessivel mesmo se na época não tivesse lucro , se cobrassem o dobro ainda nao chegaria a esse valor absurdo !
Mano o o cara do CQC, Boça e Joselito também estavam na parada!!! é o Rap!!!