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Elas fazem bonito!

Postado por Cristiane Oliveira em 8 de junho de 2011 ás 22:19
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Nasce a Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop (FNMH2), uma organização só delas, com muitas ideias para debater e um grande espaço para conquistar, sem criação de estereótipos ou convenções e com o toque feminino, a proatividade e a afetividade que lhe são peculiares.

As conquistas das mulheres são visíveis na nossa sociedade e isso também se reflete dentro do hip hop. Exemplo disso foi a criação de uma organização só delas, com alcance nacional. Ativistas, artistas e simpatizantes de todo país se reuniram para se expressar, debater e reivindicar mais espaço dentro cultura urbana no II Fórum de Mulheres do Hip Hop e criaram, oficialmente, a Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop. “A primeira missão é o fortalecimento. Sabemos que a mulher não está dentro do cenário.

Desde a década 90, temos essa dificuldade de inserção e, em 2011, isso não mudou.” alerta a rapper Sharylaine, de 42 anos, uma das pioneiras do rap em São Paulo. Em sua visão, vale uma crítica ao movimento. “Acho que o envolvimento da mulher diminuiu, o hip hop ficou engessado com eventos específicos, como Festivais, e não se expandiu para outros meios. A inserção de novos ficou mais difícil.”

A FNMH2 surgiu para aprofundar a reflexão e o debate democrático de ideias, além de abrir caminhos em cidades onde as mulheres não conseguem espaço. “Com a Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop, as oportunidades aparecem. Apresentar um projeto em nome da organização causa outro impacto”, afirma Lunna, de 31 anos, que começou no rap com o grupo Livre Ameaça e hoje é uma das diretoras da FNMH2.

Muito além do movimento, a intenção do coletivo feminino é se organizar para, cada vez mais, unir o hip hop com as questões sociais. “Ele tem essa facilidade de trabalhar em conjunto com qualquer outra questão e esse é o nosso objetivo, ou seja, conquistar espaços, demonstrar o trabalho feminino dentro do hip hop e trabalhar questões sobre diversos temas, como saúde, combate à violência doméstica, abuso sexual, pedofilia etc.” A organização segue a passos largos e, em breve, será lançada também no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul, em janeiro de 2012, durante o Fórum Social Mundial.

 

E DURANTE O FÓRUM…
Um dos pontos altos do evento foi o debate sobre violência com a jornalista e poeta Elizandra Souza, da Agenda da Periferia, e a escritora Jéssica Balbino, autora do livro Traficando Conhecimento (Coleção Tramas Urbanas). Para ela, o hip hop precisa de ações desse tipo. “É a função dele e, mediado por mulheres, é muito bacana, disse.

Outra importante personagem na Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop é Malu Viana, de 37 anos. Conhecida como Flor do Gueto, trabalhou em projetos como a Cidade do Hip Hop, no Rio Grande Sul e, há dois anos em São Paulo, está envolvida com comunicação comunitária. Malu ressalta a importância de organizações como a FNMH2, que já atinge a segunda geração do hip hop. “Se a gente que é referência, não falar, quem é que vai continuar esse movimento? Temos que continuar construindo. No Brasil, o hip hop cresceu demais, mas, onde está o hip hop nas comunidades e nas bases com seus projetos?”, questiona. Para a veterana rapper Rubia, de 42 anos – que ficou conhecida em todo o Brasil com o grupo RPW, que completa 20 anos de estrada em 2011 – ver e perceber as mulheres se organizando dentro do hip hop é um sonho realizado. Feminista, criada por mulheres de personalidades fortes, chamou a atenção para o machismo no movimento logo no início de sua carreira com a música Discriminadas.

Como uma das pioneiras, lembra-se bem do preconceito da época. “Usei calça larga e boné mais masculinizado, mas era a roupa da época, não tínhamos referências femininas.” Conhecida por um estilo de rap mais descontraído, Rubia nunca se furtou em falar sério. Bagagem ela tem de sobra. “Eu brinco, tiro uma onda, mas se tiver que sentar para trocar ideia, eu vou ter argumento”, avisa.

Confira Matéria completa

Fonte: Revista Raça Brasil

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Comentário dos Leitores:

  1. Marcelo Dopi disse:

    Ação digna de aplausos. A mulher há muito vem conquistando diversos espaços ( inclusive presidência da república) e o HIP HOP por ser uma ferramenta de contestação deve ter a presença massiva de mulheres guerreiras. Meus parabéns. Saúde.





5 − quatro =

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