Literatura Marginal é destaque no Festival Literário de Poços
Escritores como Ferréz, Sérgio Vaz e Jéssica Balbino participam de palestras durante a programação da Flipoços
Poços de Caldas, MG, 07/04/10- O retrato fiel da realidade periférica. Assim são as obras de Ferréz e da nova geração de escritores brasileiros. Ele foi um dos primeiros a esmurrar a porta do barraco da literatura do país e gritar para o mundo o que acontece do outro lado da ponte do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Com mais de 50 mil exemplares vendidos, o homem que começou a escrever aos sete anos e até hoje não consegue se sustentar com a própria literatura, vem a Poços contar um pouco da carreira, que passou por balcões, arquivos e trabalhos como o de auxiliar-geral.
Ele sobe ao palco do Espaço Cultural da Urca pela programação da V Feira Nacional do Livro e IV Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços) organizada pela GSC Eventos com a questão: Literatura Periférica ou Marginal?, no próximo dia 27 de abril.
Como o próprio currículo diz, Ferréz tem prosa ágil e seca, composta com doses igualmente fortes de revolta, perplexidade e esperança. Ele reivindica voz própria e dignidade para os habitantes das periferias das grandes cidades brasileiras.
Ligado ao movimento hip hop e fundador da 1DASUL – loja de roupas totalmente idealizada no bairro do Capão Redondo – o escritor já avançou na carreira e hoje escreve roteiros para cinema e televisão, como o filme “Brother” e o seriado “Cidade dos Homens”, além de atuar como cronista da revista Caros Amigos desde 2000 e ter lançado, em paralelo, edições especiais da revista com o lançamento de vários outros autores das periferias.
Sem querer, ou pretender, ele abria as cortinas para que os demais escritores marginais contemporâneos entrassem em cena.
Não parou mais e pela editora Selo do Povo, que fundou recentemente e pretende incentivar a literatura através de preços mais acessíveis aos livros feitos por ele mesmo, lança agora a Turnê 2010 – um passeio poético pelas quebradas do mundaréu e nesta viagem se encontra com a jornalista e escritora poços-caldense Jéssica Balbino. Ela deve participar da palestra durante a Flipoços e debater, como convidada, as questões voltadas à periferia e à literatura.
Autora e integrante de livros ligados ao tema, “Hip Hop – A Cultura Marginal” e “Suburbano Convicto – Pelas Periferias do Brasil”, a jornalista lança, ainda nesta Feira, o livro Traficando Conhecimento, pela Aeroplano Editora, onde conta sobre a ligação com a cultura hip hop e com a literatura marginal.
Os debates acerca do tipo de literatura contemporânea produzida nos guetos não para por aí. “A poesia que vem das ruas”. Através desta filosofia de vida, o poeta Sérgio Vaz, que se autointitula o “vira-lata da literatura” está ganhando espaço nacionalmente por manter, há oito anos, a Cooperifa – cooperativa cultural da periferia – em São Paulo e reunir, semanalmente, cerca de 300 pessoas para ouvir e declamar os próprios textos num boteco da quebrada onde vive.
Em 2009 foi eleito, pela revista Época, uma das cem pessoas mais influentes do país e por conta de títulos e ações como estas estará presente, no dia 1º de maio, na Flipoços, com a palestra “Os novos rumos da literatura marginal”.
Com seis livros escritos, o poeta é considerado, por autores já conhecidos, um marco. De acordo com Marcelino Freire, quem for estudar a história da literatura brasileira precisa definir entre antes e depois do Sérgio Vaz.
Desta maneira, o evento abre as portas para esta nova escrita, feita do povo para o povo e que invade as academias, os becos e as bienais, levando a voz do gueto para a elite, na forma de poesias, contos e muita literatura.
Serviço – As palestra do escritor Ferréz acontece no dia 27 de abril às 19h no Espaço Hora da Prosa. O ingresso é um livro novo ou usado em bom estado, que deve ser trocado antecipadamente na secretaria do evento.
Já a palestra de Sérgio Vaz acontece no dia 1º de maio às 17h30 no Teatro Espaço A Recreativa. A entrada é franca.
Mais informações podem ser obtidas no site www. feiradolivropocosdecaldas. com.br
Tags: Ferréz, Jéssica Balbino, Sérgio Vaz
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ISSO MEMO
SALVE MONSTRO SAGRADO
SÉRGIO VAZ
O POETA DA PERIFERIA VIVENCIANDO A REALIDADE DA RUA
PAZ
PRETTOWILL
VICHI,NÃO ACREDITO Q VOU FICAR FORA DESSA…E LOGO NA TERRA DO GRUPO UCLANOS Q NA MINHA OPINIÃO É UM DOS MELHORES GRUPOS DE RAP DE MINAS GERAIS…MAS É ISSO AÍ , É A LITERATURA MARGINAL INVADINDO TODOS OS CANTOS…GALERA DE POUSO ALEGRE,VARGINHA,ITAJUBÁ,SANTA RITA DO SAPUCAÍ,MACHADO,LAVRAS,BOA ESPERANÇA,ALFENAS,CAMBUÍ,EXTREMA E DEMAIS,VAMOS COMPARECER HEIN?NÃO PODE PERDER NÃO…FORTIFICANDO A DESOBEDIÊNCIA COM INTELIGÊNCIA…PARABÉNS FERRÉZ…SOU TEU FÃ NEGO!!!
OPÁ,E DO SÉRGIO VAZ TAMBÉM,ASSIM COMO SACOLINHA E OUTROS!!!
É o movimento ganhando respeito e espaço nos mais vastos cantos da sociedade – Vai nessa força guerreiros das letras…