Povo lindo, povo inteligente,
Texto: Sérgio Vaz
Fotos: Eduardo Toledo
se já não bastasse a literatura que tem tomado todo nosso tempo, e já não era sem tempo, o cinema também parece que também veio para ficar, o Cinema na laje, por exemplo, há tempos deixou de ser um romance inacabado, e agora, pra nós, é uma realidade. Ontem na exibição do documentário isso ficou bem claro, no final do texto você entenderá melhor.
À tarde fui participar do programa Roda Viva da TV Cultura, onde o entrevistado era Cacá Diegues, um dos maiores cineastas destes país, e produtor do filme “5 X Favela”. Fiquei muito honrado pelo convite, Cacá é um dos caras, valeu Marília.
Na entrevista que deve ir ao ar na segunda-feira que vem falou se muito de sua vastíssima obra, e também sobre produção cultural, mercado, patrocínio, verbas e renascimento do cinema brasileiro. O que em muito eu concordo.
Mas uma coisa que ainda me pega é que não existe nenhum projeto para a formação do público, pois, se fazem muitos filmes, quem é que vai assistir?
Sei também que cinema é igual literatura, as pessoas não compram livros e não vão ver filmes, só porque é caro, mas porque é desimportante para elas. Só é caro para quem tem o hábito. Para quem não tem, tanto faz.
Hoje em dia são poucos, e quase ninguém pode falar que não tem dinheiro para ir ao cinema, mesmo morando na favela, na periferia ou sendo classe média, a cerveja está cara e todo mundo bebe, não é mesmo? É desculpa de quem não gosta.
Quem dirige cineclube, projetos de cinema na quebrada, assim como o Cinema na laje, sabe do que estou falando. E nós da Cooperifa, só agora, depois de 1 ano, estamos conseguindo formar o nosso público, e olha que a gente dá a pipoca e tem lanterninha, vai vendo a cena. Bom, é difícil, mas é gratificante levar cinema na quebrada.
Esses dias descobri que no Brasil, terra de 190.000.00 de habitantes possui apenas 2400 salas de cinema, e na França que tem apenas 50.000.000 de pessoas tem 5500 salas, e aí, como é que fica? Dizem também que Buenos Aires… Sem público não há cinema.
Bom, à noite exibimos o documentário “5 x Favela” com a presença do Vavá, um dos diretores do filme que veio do Rio para vários lançamentos em São Paulo.
O Documentário mostra como foi toda a produção do filme, desde as oficinas de roteiro, luz, produção e direção, ministradas na favela por Cacá Diegues, até a última cena da película.
Como a gente trabalha mais de 1 ano a formação do público, a laje estava lotada, e quase 100 pessoas compareceram no lançamento e participaram ativamente do bate-papo depois da exibição.
Aliás, diga-se de passagem, foi um debate de altíssimo nível, pois Vavá, o diretor de um dos episódios, foi surpreendido por perguntas estritamente específicas e estéticas sobre a obra, e não deixou por menos. Teve tratamento de Cineasta consagrado.
Caminhando para o final ainda tivemos uma grande notícia, a Renata Moura produtora do filme “Bróder” de Jeferson de” disse que o filme estreia em novembro, e é claro, vamos passar no Cinema na laje. Uh, Cooperifa!
Foi magnífico a gente ali, protagonizando tudo…
Chega de masturbação ideológica, nosso negócio tem que ser: Luz, Câmera, Acão!
É isso.
Sergio Vaz
Zé mané da cultura
São iniciativas assim q precisamos sempre.Parabens pelo trabalho bem feito da cooperiferia vc's são herois da favela ….
Vocês fazem um ótimo trabalho,
são coisas assim que as favelas estão precisando,
vocês ajudam muito..
Parabéeens *
[...] This post was mentioned on Twitter by Mandrake, Mandrake, Andre Melo, Sérgio Vaz, fatimapires and others. fatimapires said: RT @RAPNACIONAL: @celsoathayde @poetaSergioVaz O documentário 5X Favela quase derruba a laje do Cinema http://bit.ly/d6oN9d [...]
Uma grande iniciativa da parte de vcs estamos prescisando de paradas assim mais serias no movimento em nossas comunidades parabens pela iniciativo temos que trablahar na nossa comunidades com ideais asim paz
parabens pelo trabalhoo mt paz.
salve familia…
noite magica, pra quem nunca foi ao cinema na laje
perdeu!!!
loko de +
salve sérgio vaz vagabundo
VIRA LATA DA LITERATURA