É por isso que o Instituto Baccarelli, cheio de orgulho e respeito, apresenta os dois grandes frutos dessa cidade do sol – como é traduzida em grego – que é poço de talentos.
Heliópolis evoluiu graças à união de esforços de organizações sociais, iniciativas públicas, privadas e organizações comunitárias. Hoje, com essa conquista no peito e um Pólo Educacional modelo, composto por uma Etec, creches, centro cultural, escolas públicas e o Instituto Baccarelli, a orquestra que leva o nome da comunidade recebe com muita alegria o convite para mostrar no palco uma mistura de estilos que promete render um som de primeira linha.
Rappin Hood e Sinfônica Heliópolis: berço, crescimento e parceria:
Essa afinidade vem de longa data. No comecinho da formação orquestral do Instituto, quando a orquestra ainda não era Sinfônica Heliópolis, e sim a Orquestra Jovem Baccarelli, de cordas, o rapper convidou a orquestra da sua comunidade para compor uma música que retrata bastante o perfil do morador de Heliópolis, Disparada Rap:
“São Paulo capital, terra da garoa, gente ruim, gente boa, milhões de pessoas andando pelas ruas, lutando pra sobreviver, verdade nua e crua, vida tá dura, irmão, na correria, Cê fica sem trabalho passa fome e a família.
Quantos vieram de longe para aqui viver, sonhando com melhor vida, esperando vencer, tem que correr, tipo Dona Maria, levanta as quatro e meia pra atender a freguesia, tem dia, que a dor nas costas não agüenta, com mais de 60 luta pra ganhar 50 irmão. Pra esse povo sofrido juntei meu rap a canção”.
Hoje, Rappin é vice-presidente da escola de samba Imperador do Ipiranga, que fica na Vila Carioca, uma região irmã e vizinha de Heliópolis. Rappin também tem uma forte ligação com a música, além do rap. Quando pequeno, estudou trombone. Para os alunos, uma identidade: realidades comuns compartilhadas, aliviadas e extravasadas pela música como expressão cultural. Apesar de estudarem música erudita, que aprenderam a apreciar, o Hip Hop traz à tona o dia a dia encontrado pelos alunos. É assim que o estilo nascido nas periferias representa o sentimento de quem mora nos lugares menos conhecidos e acessíveis da cidade.
A união dos dois sucessos faz parte do projeto Som em Sintonia, realizado pelo Sesc-SP, que traz aos palcos das unidades renomados artistas populares para se apresentarem com orquestras sinfônicas . A Sinfônica Heliópolis, orquestra do Instituto Baccarelli, já participou do projeto diversas vezes, dividindo o palco com nomes como Luiz Melodia, Paula Lima, João Bosco e Leila Pinheiro.
“De todos os shows que fizemos dentro do Som em Sintonia, esse vai ser o mais desafiador. Por conta da estrutura poética e falada do rap, da sua estrutura como expressão musical, vai ser maravilhoso transformar poesia em linguagem sinfônica. Mas estamos muito felizes com a oportunidade em reencontrar Rappin, agora ainda mais maduros e em grande estilo”, afirma Edilson Ventureli, diretor executivo e maestro assistente da Sinfônica Heliópolis, responsável pela regência desse concerto.
“Eu acho que o rap tem que ir por esse caminho, virar cada vez mais musica po-po pular, po-po-pular, po-po-pular brasileira” (Disparada Rap – Rappin Hood e Jair Rodrigues – a versão original é de Geraldo Vandré e Theo de Barros)
Parafraseando Rappin, concordamos e acrescentamos: Cada vez mais a MÚSICA tem que virar po-po-pular!
Serviço:
Rappin Hood e Sinfônica Heliópolis
18 de julho
15 horas
Sesc Itaquera
(Av. Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera
*Ônibus gratuito com saídas constantes direto do metrô
R$ 7,00 (inteira)
Tags: Rappin Hood
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rappin hood,fazendo acontecer,parabens!!!!!
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eae so falta começa avazer um show desse aqi na qebra jardim patente qebra vizinha do helipa salve