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5° Festival de Hip Hop do Cerrado foi um sucesso! Confira a cobertura

Texto: Elaine Mafra
Fotos & Vídeos: Mandrake e Elaine
Edição TV RN: Mandrake

Esse ano o Festival Hip-Hop do Cerrado foi celebrado em dois dias de muita cultura. O evento começou no sábado (9) com 1°Concurso de Rap do Festival de Hip Hop do Cerrado, onde o primeiro colocado ganhou um CD gravado por DJ Raffa.

Foram mais de 70 inscritos que tiveram três músicas avaliadas. Os 12 melhores foram convidados a se apresentar no sábado para uma banca de jurados, composta por Mandrake, DJ Simone, DJ Buíu e Markão Aborígene. A disputa foi acirrada e os jurados tiveram trabalho para escolher os vencedores, que foram divulgados no segundo dia do evento. O grupo 70×7 foi o grande vencedor do festival, Quadrilha Intelectual ficou em segundo e MC Qualhada em terceiro lugar.

Os 3 grupos ganhadores junto com os jurados e organizadores.

Os 3 grupos ganhadores junto com os jurados e organizadores.

Para conhecer a caminhada e ouvir o som de cada um dos dos três finalistas é só clicar nos links abaixo:

70×7

Quadrilha Intelectual

MC Qualhada

Mas não foram só os grupos iniciantes que passaram no palco do Festival no sábado. Muitos rappers experientes e com uma longa caminhada subiram no palco para se apresentarem para todos que prestiagavam o evento e aguardavam ansiosos a cada novo show. As minas do Belladona fizeram uma grande apresentação e empolgaram o público que cantou junto os sucessos do grupo. De Minas Gerais direto para o Distrito Federal, o grupo CTS marcou presença no evento  e não deixou ninguém desanimar nenhum um minuto. Os fãs do grupo colaram na frente do palco e acompanharam atentos todas as músicas, destaque para “Avisa o Formigueiro” que foi cantado em coro pelo público.

Assista o especial da TV RAP NACIONAL do primeiro dia ( Bloco 1 )

Um dos diferenciais do Festival Hip-Hop do Cerrado desse ano foi mesclar no mesmo palco grupos novos, que estão estourados no DF, mas também valorizar quem faz parte da história do Rap Nacional. E nesse sentido o grupo Comando DMC, um dos mais importantes no início dos anos 90, fez os que já tem mais de 30 anos de caminhada relembrar os velhos tempos do RAP NACIONAL com alguns sucessos que embalaram os bailes, destaque para  “Pulem”,  do disco “São Paulo está se armando”, de 1993.

No sábado parecia que o relógio estava correndo mais rápido que o tempo, os shows precisaram ser adiantados já que a festa tinha que ser encerrada às 22h. Mas deu tempo de passarem pelo palco, Coktel Molotov, Dialeto Sound Crew, Quimica Perfeita, Calamidade Pública Versículo do Rap e Contra Sistema, antes da grande atração da noite que foi o Inquérito.

 “Som de Ladrão”

A chuva bem que tentou atrapalhar, mas quem esperou tantas horas para ver a atração vinda de São Paulo não se importou nem um pouco. Na verdade a chuva serviu para refrescar e dar ainda mais ânimo para o público, que mesmo depois de oito horas de RAP, continuava sedento. E foi de Renan, Pop Black e DJ Duh a missão de encerrar o primeiro dia do V Festival Hip-Hop do Cerrado. Grandes clássicos do grupo foram apresentados, entre eles “Um Brinde” e “Dia dos Pais”. Mas foi “Som de Ladrão” o grande destaque da noite. Renan declarou que o sonho dele era cantar essa música naquele lugar, já que esteva em  frente a Esplanada dos Ministérios, centro do poder público brasileiro. E os versos desse som ecoaram por Brasília: “É som de ladrão sim é som de bandido, Intão é som de Juiz de Político, É som de Lalau som de Beiramar, É som de Maluf de Escobar”.

 Domingo foi dia de RAP no Cerrado

O segundo dia do V Festival HIp-Hop do Cerrado começou com o show do Besouro Crew, com seu beat box fez o público que começava a chegar cantar junto o som “Geral Aderiu”.  MC F2, de Porto Velho, mostrou seu talento no RAP com levada ligeira e ideias conscientes. Na sequencia foi R.A.F.F.A.  que promoveu uma reflexão através de suas rimas. O público sentiu o peso dos graves com a apresentação de DJ Marquinhos, da Smurphies Disco Club.

Quem conhece um pouco da história do RAP no DF já ouviu falar de Jane Veneno, do Atitude Feminina, e Wty, do Moleque Doido. Mas o caminho dos dois mudou desde que Deus tocou o coração deles. Agora, Jane não é mais Veneno e segue em carreira solo se apresentando junto com Wty, que também não é mais Moleque Doido. O intuito do casal é utilizar o RAP para resgatar almas para Jesus e no Festival Hip-Hop do Cerrado não foi diferente. No começo o público não deu muita importância para as ideias que eles estavam mandando. Jane começou a falar mais diretamente sobre Jesus para aqueles jovens e explicou que ele era o único e verdadeiro amigo que eles tinham. Nesse momento o público começou a prestar atenção e os semblantes mudaram. No final da apresentação, ao invés de fotos e autógrafos, Wty e Jane receberam os fãs para orarem por eles e com certeza algumas vidas foram resgatas ali.

“O Guerrilheiro Voltou”

O clima já estava louco quando o público foi convidado a entrar num túnel do tempo com o show do Baseado nas Ruas, formado por DJ Raffa e Marcão. O grupo, que marcou a história do RAP na década de 90 e estava há12 anos parado, voltou com um grande show no Festival de Hip-Hop do Cerrado. DJ Raffa fez as batidas ao vivo, o que deixou a apresentação ainda mais especial. Marcão aproveitou para anunciar que um novo disco, intitulado “O Guerrilheiro Voltou”, esta a caminho.

Subir no palco depois do Baseado nas Ruas era uma responsa ainda maior, mais isso não impressionou o Diga How que sempre chega com uma mensagem positiva, com algo para agregar na vida daqueles que tem a oportunidade de ouvir as letras do grupo. O destaque desse ano foi a volta do integrante Jhon, que estava há três anos afastado do grupo, e cantou um som sobre os males que o cigarro faz no organismo das pessoas. Jhon alertou o público que mesmo sendo uma droga lícita, centenas de pessoas morrem vítimas de doenças associadas ao cigarro todos os dias no Brasil.

O show de Rei começou com grandes clássicos dos anos 90, depois falou a respeito da sua conversão e apresentou músicas dessa nova fase, onde, segundo ele, o RAP torna-se um instrumento para salvar vidas para Jesus. Voltou as origens com um remix de músicas do Cirurgia Moral e homenageou outros importantes grupos. Rei fechou o show com a música “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”, que conta a história de um homem que assim como tantos outros, e até mesmo o próprio Rei,  passou por caminhos tortos para depois servir a Deus.

A noite já estava chegando quando o grupo Pacificadores se apresentou no  V Festival Hip-Hop do Cerrado.  Hits como “Eu queria mudar” e “Coração de Gelo”, que tem a participação de MC Lana” foram alguns dos sons que agitaram o público durante a apresentação do Pacificadores.

Na sequencia foi a vez do Atitude Feminina mandar suas rimas de responsa. O grupo que esta prestes a lançar um DVD repleto de grandes participações apresentou músicas novas, mas Aninha e Helen não puderam sair do palco sem ao menos cantarem trechos de dois clássicos: “ Enterro do Neguinho” e “Rosas”.

Assista o especial da TV RAP NACIONAL do segundo dia ( Bloco 2 )

Japão levou para o palco do V Festival Hip-Hop do Cerrado toda a musicalidade do álbum “20 de 40” e começou o show super estiloso. Sentando num sofá no centro do palco, Japão conversava com ele mesmo, através de imagens que passavam no telão. Para fechar, “Só curto o que é bom” animou o público que não se deixava abalar pelo cansaço.

As letras fortes que relatam a vida na periferia é uma marca do grupo Voz Sem Medo. Dj Marola, Djara e Chamas apresentaram clássicos como “De héroi a bandido” e “Ovelha negra”. Os scratchs de DJ Marola foram um destaque a parte no show do Voz Sem Medo que fez uma ótima apresentação no Festival Hip-Hop do Cerrado, tão boa que até alguns Policiais Militares que estavam no evento foram pedir autógrafo para o grupo no fim do show.

“Até onde o coração pode chegar”

Crônica Mendes foi a última atração do V Festival Hip-Hop do Cerrado. O rapper paulista levou para o DF canções do recente álbum “Até onde o coração pode chegar” e emocionou o público com suas rimas cheias de poesia e ideologia. Destaque para “O nome dela”, que abriu o show, e “O Peso do Som”.  Crônica Mendes, acompanhado de DJ Buíu Silveira, fizeram uma excelente apresentação e encerraram o V Festival Hip-Hop do Cerrado em grande estilo.

Eventos como esse são importantes por oferecer aos grupos novos uma oportunidade de apresentar suas músicas de forma profissional. Também por levar para um público carente de cultura e entretenimento a possibilidade de assistir aos shows de artistas consagrados no RAP NACIONAL. A iniciativa da Associação Claudio Santoro em promover o Festival Hip-Hop do Cerrado movimenta não só o RAP no DF mas de todo o Brasil.

E se você não pode comparecer na edição deste ano do Festival Hip-Hop do Cerrado assista ao programa especial da TV Rap Nacional que foi gravado nos dois dias do evento. O programa foi dividido em dois blocos e traz os shows e depoimentos. Confira!

 

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