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A versatilidade do rapper BK

por Lucas Silva

Nem precisava dizer tantas vezes em Gigantes pra gente saber o tamanho do rapper BK, uma verdadeira joia da nova geração do movimento. Assaltando a cena desde antes de Castelos e Ruínas, a cria do Rio de Janeiro corre por todos os lados, não tem baile ruim quando suas canções chegam com tudo nas caixas, afinal ele mesmo disse: nada disso é RAP, é o puro néctar. Não dá pra discordar.

Tentando passar por cima dos muros que a sociedade colocou tijolo a tijolo ao seu redor, ele mostra algo raro hoje em dia: uma incrível versatilidade. BK pode ser um ladrão de corações, um portador de duras verdades e também ostentar o poder que conquistou com um sorrido dourado, e você vai conseguir enxergá-lo em todas essas faces.

Planos é um daqueles sons que você fica conectado do início ao fim, é possível sentir a mensagem só pelo beat, você consegue se ver na curva de cada palavra, ele trata a rotina de uma vida a dois de uma maneira serena, nua de qualquer estereótipo, fecha a cortina da sala e planeja a vida em cima de uma cama bagunçada, ambos nus e cheios de vida. 

BK é um verdadeiro Titã, sempre caçando a próxima canção e tratando aquilo tudo como uma aventura. Esquivando-se das verdades cegas e absolutas o rapper não deixa dúvida sem pergunta, brinca com as palavras como quem faz tudo por diversão. Ele se diverte bem, vamos concordar.

Cravando por aqui as palavras de um fã atento e ligado em tudo que é deixado nas canções, Visão Ampla talvez seja uma das músicas que guardam um pouco de cada BK, uma das partes mais pesadas de Castelos e Ruínas.  Sem mais por aqui e por mais BK por aí.

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