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Aborígine lança a música 'O Circo'

Machismo, homofobia, gênero, preconceito racial são temas da canção ‘O Circo’ lançada no último domingo, dia 5 de fevereiro pelo projeto Aborígine.
Com letra e interpretação de Markão Aborígine, produção musical do baiano Diego 157 e gravada por Wty no MD Estúdio, a canção logo recebeu ótimas críticas do público, professoras e professores, artistas e jornalistas do meio.

O Circo é a primeira canção a ser lançado do álbum ‘O Canto dos Mártires’, segundo da carreira dos mesmos, com previsão de lançamento ainda neste primeiro semestre. Markão Aborígine, músico e coordenador da ação, é militante do Movimento Hip Hop e atua como Conselheiro Tutelar e Educador social no Distrito Federal.

Escute, baixe e deixe aqui seu comentário sobre a canção:

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Clique aqui para fazer download da música.

A música “O circo” não é só uma denuncia, mas também uma convocação para o despertar desta gente nossa. Olhos atentos não são mais o suficiente. Ficar olhando as coisas acontecerem e não entender como isso afeta eu, você, todos nós. Já basta você não acha? Essa música realça a indignação, ao abordar na simplicidade que – Somos vitimas também de nós mesmos. Nós que não acreditamos na nossa capacidade de mudar as coisas, nós que só culpamos os outros, nós que nos vendemos e que fomos roubados de nossa crença, de nossa força, nós que não acreditamos muitas vezes em nós mesmo. Estão nos injetando a inconsciência, na forma de novela, músicas com apelo sexual, falsas referências, tudo escondido atrás do assim dito “Tempos Modernos”. Assim fica fácil este “circo” continuar fazendo piadas das nossas vidas. “O Circo” é uma Música de despertar. É isso.

Crônica Mendes, A Família.

Fiel à tradição do rap de fazer da música não apenas uma diversão, mas também uma forma de olhar criticamente para o mundo, o rapper Markão Aborígine  uniu ritmo, letra e consciência política, o que resultou na criação de sua mais nova música, “O Circo”.  Ao longo dos quatro minutos e dez segundos de duração da música, Markão Aborígine denuncia em suas rimas o preconceito e a hipocrisia (“Quem tem preconceito, levanta o dedo. Uai, cadê, não vejo ninguém?”), o consumismo capitalista que transforma  tudo em mercadoria (“O capitalismo que vende fritura, também vende redução do estomago”),  a sexualização despejada nos lares pelos monitores de TV (“Até quando a gente não vai compreender o amor/ Como verbo até divino e não somente pornô/Reality show, musa do carnaval, hit do verão/Que faz criança de 3 anos rebolar no chão”).  Markão Aborígine faz de seu rap um ato político, música para dançar e pensar.

Fernando Freire. Poeta e Diretor da Escola CEF 08 – Gama DF

Conheça mais sobre o grupo acessando:

Site: http://www.aboriginerap.blogspot.com

Vídeos:http://www.youtube.com/canalaborigine

Músicas: http://www.palcomp3.com.br/aborigine

 

62 comments

  1. Luiz Positividade 18 fevereiro, 2012 at 14:40 Responder

    a realidade e dura, e a mudança e mútua, graças a grades ações, inteligência e coerência, Deus da continuamente com clemência o Rap sabe fazer isso como ninguém , da hora mano o papo e reto !parabéns velho sucesso sempre !

  2. Guilherme Soares 21 fevereiro, 2012 at 04:02 Responder

    Markão tem postura, contundência, autenticidade e uma ligação profunda com o povo da classe trabalhadora, conhecendo, assim, todas as dificuldades, anseios, capacidade de superação e também, os defeitos, a resignação do povo pobre periférico.

    Por isso a canção que não só passa a mão na cabeça, mas mostra também o quanto precisamos melhorar como ser humano, quantas barreiras precisamos vencer para que,
    quando o povo tiver, de fato, o poder a gente não tenha as mesmas atitudes do opressor!

    E assim segue a canção!

  3. José Rafael 2 março, 2012 at 15:40 Responder

    GRande Markão….
    Poeta nato, mano de fé Conheço a uns 8 anos…e vejo sua evolução e revolção.
    O Rap na mão dele vira Transformação.
    Paz mano aparece lá no Ministério khi-ro…

    • Markão Aborígine 11 março, 2012 at 02:18 Responder

      Grande Rafa. São sim 8 anos… Desde que nos conhecemos no Prog. Militancia Hip Hop, onde tocavamos seu som. Reciprocidade amigo, vejo sua evolução, é nítido.

      Deus continue lhe abençoando, sempre juntos!

    • Ederval Lima Luiz 11 março, 2012 at 11:45 Responder

      Markão Aborígine, eu moro na paraiba e aqui a apoio ao rap é muito escasso, as rádios aqui não rola rap, mas des de muleque escuto rap nacional, e sempre estou conectado com a realidade das ruas, VIDA LONGA P/ VC TBM meu irmão FÉ EM DEUS QUE ELE É JUSTO!

  4. Guilherme Balan 20 abril, 2012 at 07:04 Responder

    To arrepiado aqui, falando de coração: rap dando real sobre homofobia, sofrimento da mulher com o machismo, MAIOR PRESENTE que eu podia ganhar do rap! Do tipo pra mostrar pra minha mãe, minha esposa, pros amigos que não são heteros – e principalmentevai como uma lição aí pros que não discriminam… Não imagino responsa maior, valeu, Markão, é um prazer! Continue representando! To torcendo

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