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'Ainda se sabe muito pouco sobre o hip hop', diz rapper Emicida

Músico faz shows em Taubaté e São José neste fim de semana.
Em entrevista, ele fala sobre a popularização do rap no país.

Um dos principais nomes do rap no dias atuais, Emicida se apresenta nas unidades do Sesc de Taubaté e de São José dos Campos neste fim de semana.

Em entrevista ao G1, o rapper fala sobre sua contribuição para a popularização do gênero e afirma que as pessoas ainda conhecem pouco a cultura hip hop. “Acho que eu e alguns outros nomes fazemos um trabalho para que o rap seja aceito como música, e a música é para todos, não tem que ficar restrita”, diz.

Ele ainda comenta a importância de movimentos freestyle (tradicionais competições de rimas entre rappers) para formação de novos talentos pelo país, além de comentar a importância de novas plataformas midiáticas, como a internet, para dar maior visibilidade aos artistas que estão começando no gênero.

No shows ele divulga o disco “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui” (2013), que conta com parcerias de artistas como Pitty e Mc Guimé. Em Taubaté, o músico sobe ao palco na sexta-feira (21), às 20h30, e em São José dos Campos, o show acontece no sábado (22), às 20h. Abaixo os principais trechos:

G1 – Como você vê a influência do rap no cenário musical atual?
Emicida Vejo que outros gêneros musicais cada vez mais têm se mostrado interessados em dialogar, em saber mais sobre o rap, em fazer as coisas conversarem, mas no âmbito geral ainda se sabe muito pouco sobre a cultura hip hop como um todo.

G1 – O rap tem saído cada vez mais da periferia e conquistado seu espaço na música. Ao que você atribui a essa maior popularização do gênero?
Emicida – Acho que eu e alguns outros nomes fazemos um trabalho para que o rap seja aceito como música, e a música é para todos, não tem que ficar restrita. E atribuo, sem falsa modéstia, a gente como eu, que se mostrou mais aberta a dialogar com a mídia, a mostrar nossa cultura nos meios de comunicação, fazendo assim com que ela chegasse a mais pessoas.

G1 – Movimentos de freestyle têm crescido atualmente. Na nossa região, algumas cidades contam com grupos que promovem batalhas e reforçam o lugar do rap nas comunidades. Como os movimentos ainda contribuem para formação de rappers e músicos? Como você acompanha o surgimento de novos talentos no rap pelo país?
Emicida – As batalhas são parte da nossa cultura e contribuem para fortalecê-la. Além disso esse exercício de pensar as rimas na hora ali com certeza pode ajudar no futuro, ao fazer música. Acaba sendo o primeiro contato de muitos com um palco, com experimentar a reação das pessoas, a aceitação ou não. É muito importante. Eu acompanho na medida do possível. Não consigo mais ir às batalhas porque minha agenda não permite, mas sempre que vou a alguma cidade fazer show procuro me inteirar sobre a cena local.

G1 – O que o público do Vale pode esperar para suas apresentações em Taubaté e São José dos Campos?
Emicida – Pode esperar dois shows que foram pensados, preparados e ensaiados pra que estivessem à altura do disco que colocamos na rua e à altura do público que irá até lá assistir. Estamos muito felizes com o retorno do público com relação ao show do novo disco.

Acho que eu e alguns outros nomes fazemos um trabalho para que o rap seja aceito como música, e a música é para todos, não tem que ficar restrita”

G1 – Você utiliza com frequência plataformas virtuais para divulgar seus trabalho. Como a internet tem contribuído para a ascensão do gênero?
Emicida – Tem contribuído na medida em que é mais barato e rápido gravar uma música e soltar na internet do que correr atrás de uma plataforma física pra divulgá-la. Mas isso faz diferença até certo ponto porque aumenta muito a quantidade de informação circulando, ela é consumida cada vez mais rápido, e aí chega até nós muita coisa e muita coisa boa passa despercebida no meio disso.

G1 – Recentemente você lançou uma música em parceria com a cantora Tulipa Ruiz que fala sobre a relação com sua filha. O que você mais busca retratar nas suas letras e como fazer questões simples e delicadas serem atrativas para um público que costuma ser um pouco mais rigoroso?
Emicida – Eu busco retratar de maneira livre aquilo que me inspira para transformar em música. Eu acho raso pressupor que o público do rap não poderia gostar de uma música com essa temática infantil. Volto a bater na tecla de que a música precisa ser livre, sem amarras, não tem essa de eu me preocupar em ficar me adequando até porque seria até preconceituoso e desrespeitoso com meus fãs.

G1 – Seus trabalhos mais recentes têm parcerias com a cantora Pitty e Mc Guimé, por exemplo. Como é sua relação com gêneros diferentes e como eles contribuem para o seu trabalho?
Emicida – É ótima, é isso, não tenho preconceito com a música. A gente perde muito quando fica rotulando e separando as coisas.

(*) Colaborou: Daniel Corrá

Fonte: G1

 

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