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Veja como foi o Hip-Hop em Movimento no Vivadança Festival Internacional

A arte da rua tomou conta do palco do Teatro Vila Velha no último final de semana com a Mostra Hip Hop em Movimento, parte da programação do VIVADANÇA Festival Internacional. Durante três dias, o Passeio Público ganhou novos ares com a presença de centenas de jovens de Salvador e de outras capitais do país que se reuniram para trocar experiências e reverenciar a cultura hip hop. O ponto alto do evento foi a grande final da Batalha de Break que aconteceu ontem (domingo, dia 8), com três duplas vencedoras de estados do nordeste.

B.boys cabra da peste

O teatro ficou lotado para a grande disputa, que começou às 14h, resultado das eliminatórias de quinta-feira, dia 5. O público torceu e vibrou com movimentos criativos e ousados apresentados pelas duplas de várias partes do país. Após uma disputa acirrada, duplas do nordeste impressionaram os três jurados: a b.girl Pekena (Paraíba), o b.boy Kleber (Pará) e o b.boy Kleson (DF).

Os grandes vencedores foram os b.boys Junin e Kiko, de Alagoas, seguidos pela dupla Negrito e Barruã, da Paraíba, e pela dupla soteropolitana Well e Café. Os três primeiros colocados ganharam, respectivamente, R$ 2.000.00, R$ 1.500.00 e R$ 1.000.00, além de troféus e medalhas entregues por Cristina Castro, diretora artística do VIVADANÇA, que destacou a importância do break participar de festivais de dança. “Só assim a dança de rua vai se firmar como estilo”, afirmou.

Se organizando para desorganizar

O sábado (7) começou com as oficinas que desenvolveram atividades voltadas às linguagens artísticas que fazem parte da cultura hip hop, como o grafite, braek dance e Djing (discotecagem). O evento reiniciou à tarde com a mesa-redonda Hip Hop: Comunicação e Desenvolvimento, que destacou a importância de profissionalizar a divulgação das ações do movimento hip hop e buscar estratégias para “furar o bloqueio” da mídia tradicional. Os debatedores deram dicas práticas de como os grupos devem se organizar para divulgar os seus trabalhos nas mídias sociais. O encerramento contou com show de RAPadura, que balançou o público com a sua mistura de RAP e ritmos da cultura nordestina, como coco, maracatu e forró.

Mulheres em ação

Apesar de ainda serem minoria no universo da cultura hip hop, as mulheres estiveram presentes durante todo o evento e mostraram que estão engajadas para mudar esta realidade. Uma das líderes do movimento de mulheres, a b.girl e rapper Simone Gonçalves, mais conhecida como Negra Mone, falou de sua alegria ao ver representantes femininas na Batalha de Break. “Nós debatemos muito o preconceito racial e social, mas precisamos falar mais da questão de gênero dentro do hip hop”, afirmou.

Outra liderança feminina que marcou presença foi Jussara Santana, moradora do Centro Histórico há 30 anos, que desenvolve um trabalho social através da arte na região da Rocinha, no Pelourinho. Ela destacou a força da arte em promover transformações e afirmou a necessidade de “a cultura voltar o seu olhar cada vez mais para o social”.

Texto: Gabriela da Fonseca
Vídeo: Moinho Filmes

 

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OUTROS COMENTÁRIOS (9)

  1. Essa é a maior cobertura que um evento de hiphop baiano já teve na sua historia. Isso é Evolução…

  2. muitoo bom que pena que eu não fui pra esse belissimo evento

  3. muiiito bom, fui no sabado, no domingo ñ conseguir entrar, mas fiquei feliz em saber q era por uma boa causa, era pq estava lotadoooooo, muito lindo, parabéns a todos.

  4. é isso mesmo branco é nós q tá muleke paz!!

  5. Pablo Nascimento disse:

    Nossa mano, que estrutura monstra , o hip hop brasileiro mostra que esta mais forte do que nunca apesar de todas as dificuldades . esse evento tbm revela talentos , viva o hip hop brasileiro…

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