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Cooperifa emociona Sérgio Vaz com surpresa pelos 25 anos de poesia

Por Allan dos Reis e Williana Lascaleia

Era mais noite de sexta-feira, dia 20, e enquanto o poeta Sérgio Vaz estava em casa assinando documentos para realizar uma suposta palestra para jovens em Taboão da Serra, poetas da Cooperifa corriam contra o tempo para deixar tudo pronto para festa surpresa no Cemur em comemoração aos seus 25 anos de poesia.

Foram chegando amigos, poetas, familiares e centenas de admiradores daquele que já foi considerado uma das pessoas mais influentes do Brasil pela Revista Época em 2009. Entre eles o jornalista da TV Globo, Chico Pinheiro, o poeta Marcos Pezão, o vereador de São Paulo, Carlos Gianazzi, o secretário de cultura de Taboão Ali Sati, Binho do Sarau do Binho, entre tantos.

Quando o relógio marcava 22h08, o poeta começa a subir as escadarias do Cemur. Logo na porta, um gigantesco banner com sua foto e escrito: 25 anos poéticos de Sérgio Vaz – Milagres acontecem quando a gente vai à luta. Assim que entrou, a multidão gritou o seu nome e o poeta caiu nos braços dos amigos.

“Para ser sincero, eu não sei nem o que está acontecendo ainda. Foram tantas surpresas que não sei nem te explicar. Não caiu a ficha. Estava preparando uma palestra”, diz Vaz.

Acostumado a estar na organização dos eventos, Vaz pode curtir ao lado da esposa e filha cada atração feita especialmente para ele. Teve poesia, rap, MPB, poesias e muitas declarações de admiração.

Jornalista da Globo pede uma cadeira da ABL ao poeta Sérgio Vaz.

Jornalista da Globo pede uma cadeira da ABL ao poeta Sérgio Vaz.

O jornalista da TV Globo, Chico Pinheiro, fez um discurso emocionado e pediu que o poeta taboanense ocupasse uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras (ABL). “Resistam irmãos. Resistam com ele. Digam para o Brasil que Sérgio Vaz tem que pertencer a Academia Brasileira de Letras. Senão a academia vai continuar sendo fajuta. Periferia neles. Poesia e literatura marginal neles. A ABL precisa de você para o Brasil ouvir a sua voz”, diz.

Quando subiu no palco, emocionado, o poeta não sabia muito como agradecer. Começou pedindo desculpas, como se fosse necessário, e ressaltou a importância da poesia na periferia. “Não recomendo ninguém a ser artista neste país porque é difícil. Tem que ser só se você gostar. [O poeta] tem que falar sobre a fome, sobre o racismo, sobre a violência policial, mas as pessoas não querem ouvir mais isso. Mas a gente insiste”, diz.

Ele destacou a importância da Cooperativa, que toda noite de quarta-feira, reúne poetas em um bar na periferia de São Paulo para recitar poesias. “O único lugar que eu me sinto grande é quando estou com vocês na Cooperifa. Meu coração tem uma geografia que vai direto para periferia”, completou.

Sérgio Vaz recebe placa em sua homenagem pelos 25 anos de poesia.

Sérgio Vaz recebe placa em sua homenagem pelos 25 anos de poesia.

E a festa não podia terminar com outra música, que não fosse “Estrada”, do Cidade Negra. Até para ficar claro que todo sucesso do poeta não veio por acaso. São anos de luta, dedicação, e claro, muita inspiração.

Estrada – Cidade Negra

Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu não cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio chorei, ei, ei
ei ei ei..uu..

(…)

Fonte: Taboão em Foco

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