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Emicida lança "Crisântemo", videoclipe onde narra a morte do pai

Emicida acaba de lançar o primeiro videoclipe do seu álbum de estreia que deve ser lançado no segundo semestre deste ano.

“Crisântemo” tem a direção de Fred Ouro Preto, o mesmo responsável pelos clipes anteriores de Emicida e foi gravado nas ocupações Mauá, Prestes Maias e também em algumas ruas do centro de São Paulo

A música que tem nome de flor de cemitério é bem triste e retrata a morte de Miguel, pai de Emicida, que faleceu ainda na infância do rapper. Dona Jacira, mãe do Emicida também participa, narrando um texto sobre a morte do marido, de sua própria autoria.

O clipe foi exibido em primeira mão na “Ocupação Mauá”, mas hoje você confere aqui!

Não será coincidência se você se identificar com o video, pois infelizmente a história se repete em milhares de famílias brasileiras, só muda o endereço.

Assista, comente e compartilhe:

Fortaleça a música independente:http://migre.me/eGTTR
Soundclound: https://soundcloud.com/emicidacachoei…
Baixe Crisântemo:http://pagsocial.com/d/6FA.aspx

Música: Crisântemo
Letra: Emicida
Produção: Felipe Vassão
Coprodução: Emicida
Mixagem: Maurício Cersósimo
Masterização: Tony Dawsey (Masterdisk – NYC)
Participações especiais: Dona Jacira (Mãe Emicida) e Luizinho 7 Cordas

Direção Video Clipe: Fred Ouro Preto

Letra: 

Crisântemo
Emicida/dona Jacira

Ele bebeu, bebeu
tipo vencedor
e depois riu, riu
como Bira do Jô
Cumprimentô
todo mundo à la vereador
E subiu o morro estilo viatura

Ele nos deu, nos deu
Toda a fé de um pastor
Depois sumiu, sumiu
Deixando só a dor
Ignorou o aviso
Devagar com o andor
E flertou por sobre a vida dura

Trafegou aéreo, dançou sério, pala
Serpente rasteja, credo, pobre mestre sala
Cigarro no bolso, barro, Für Elise embala
No solo onde impera, qualquer bonde é vala
Toma outro drink, se é o que lhe resta
Toma outro drink, a vida é uma festa
Viaja Amyr Klink, faz eterna sua sesta vai
Nem deu tempo pra dizer, bye bye

A vida é só um detalhe (4X)
É tudo, é nada, é um jogo que mata
É uma cilada
A vida é só um detalhe (2X)

Padeceu, desceu
Como na seca, flor
E nóiz seguiu, seguiu
Juntando o que restou
Uns retrato, disco
Foi morar de favor
Bem quando vi que o mundo é sem
Calma

Aconteceu, teceu
Como Deus desenhou
No que surtiu, surgiu
Um peito sofredor
Era rato, bicho, mofo, fedor
Mais saudade, que é sentir fome com a
alma

E na ceia migalhas, no júri mil gralhas
não jure, quem jura mente, pra sempre, fé falha
vida, morte, números, de neguinho
aqui é cada um com a sua coroa de espinhos
qual a sua droga? Tv, erva?
Qual a sua droga? Solidão, cerva?
Onde você se esconde? Onde se eleva ein?
O que é seu, em terra de ninguém?

Refrão

A vida é só um detalhe (4X)
É tudo, é nada, é um jogo que mata
É uma cilada
A vida é só um detalhe (2X)

Era dia de Cosme
Madrugada
Chovia lá fora
De repente alguém chama
Jacira, sou eu, Luiz
Pressenti
Miguel morreu
O que mais poderia ser?
Além do mais, meu coração já estava apertado
Prevendo desgraça
Na festa do terreiro, a certa hora
O Erê subiu
E quem desceu foi seu Sultão da Mata
Me chamou disse
Pegue os meninos
Vá pra casa
Disse “Prepare o coração e seja forte, vá”
Levantei, abri a porta e a desgraça se confirmou
Uma briga, o tombo
O Seu Zé do Doce socorreu
Seu Zé é a representação do Estado no Jardim Fontális
Talvez ainda até hoje
Notícia pra dar, vaquinha pra enterrar
Domingo
Justo eu, que me criei sem pai
Perder o pai já é uma tragédia
Perdê-lo na infância é sentir saudade
Não do que viveu, mas do que poderia ter vivido
O enterro, a volta
O olhar do menino marejando, pensando longe
Sem entender
E o meu coração apertado, sem conseguir explicar
O tempo foi encaixando tudo
Os pertences dele sempre no mesmo lugar
O velho chinelo abandonado respondem
Ele não vai voltar
Os dias são escuros mesmo com sol quente
O silêncio de Miguelzinho cala
Cada vez mais fundo no peito da gente
Quando o pai morre, a gente perde a mãe também
Eu já sabia o que era isso
Como pode alguém morrer no mesmo dia que nasceu

contato para show: contato@emicida.com
Imprensa: imprensa@emicida.com

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