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Djonga faz participação especial em Madame Satã

Os mineiros do Grupo dos Dez estão em cartaz Madame Satã – Um Musical Brasileiro fica até 8 de setembro, no Teatro Jaraguá. A montagem, com direção de João das Neves (In Memoriam) e Rodrigo Jerônimo e dramaturgia de Rodrigo Jerônimo e Marcos Fábio de Faria, entra na reta na final. Na primeira semana de setembro e última da temporada, haverá sessões de terça a domingo (Terça a quinta, às 20 horas; sexta e sábado, às 21 horas, e domingo, às 19 horas). Além de mais chances de conferir a peça, o público tem a oportunidade de ver o rapper Djonga como protagonista nas apresentações dos dias 3, 4 e 5 de setembro.

O rapper de 24 anos nasceu em Belo Horizonte, na Favela do Índio e cresceu no bairro de São Lucas, Santa Efigênia. Começou sua carreira na rua, participando de saraus de poesia, onde cresceu seu interesse pelo rap e logo começou a escrever suas próprias letras. Criou a DV Tribo ao lado do Hot Apocalypse, FBC, Clara Lima, Oreia e Coyote Beats e foi conquistando seu espaço na cena. Em 2018, venceu a votação popular da revista Rolling Stone como o melhor álbum do ano com O Menino que Queria ser Deus. Seu mais recente álbum é Ladrão, lançado em 2019. Essa é sua estreia no teatro, uma montagem que dialoga bem com o seu universo questionador.

Em Madame Satã, o grupo se vale da biografia de um dos mais peculiares personagens brasileiros para dialogar com questões que permeiam a homofobia, o racismo e a homoafetividade. Com trilha sonora inédita, o espetáculo é entrecortado por textos ora poéticos, ora combativos, e traz à tona não apenas a biografia de Satã, mas dá visibilidade às pessoas invisíveis da sociedade que não se enquadraram na heteronormatividade vigente.

A trama apresenta o mundo que rodeia uma das mais peculiares figuras brasileiras, aquele: Madame Satã, uma personagem escolhida para falar de um universo invisível: a prostituição, a pobreza, o racismo, a homofobia e toda a violência de uma sociedade calada frente ao preconceito e à intolerância.

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