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Entrevista com Criolo: Do Kléber ao Tim Maia: “Não se pode deixar o sonho”

Em 1987, o primeiro verso, longe de ser Criolo, o menino de 12 anos, Kleber Cavalcante Gomes escrevia as quatro linhas de sua primeira composição, na quarta série do ensino fundamental. O menino começava sua própria estrada. Sempre baseado na vida simples que leva e ele se sente feliz em relembrar o começo, em entrevista exclusiva ao Portal Rap Nacional. “O rap é algo muito importante na minha vida e é sempre bom lembrar dessas passagens, quando eu fazia o meu rap, com 12 anos de idade, da pureza que tinha ali”.

Nascido e criado no Grajaú – o famoso Grajauex – extremo sul de São Paulo, está prestes a completar 40 anos, só de carreira são 27, sempre levando uma vida baseada na família que sempre o apoiou e se fez presente. “Meus pais fazem total diferença em minha vida. São tudo pra mim. Sempre me apoiaram, motivaram. Tudo que faço é pensando em dar conforto pra eles, felicidade pra eles. Pra eles não sofrerem mais na vida”.

Atualmente, o rap já possui um status melhor do que nos anos 80/90, com a crescente exposição e modificação na visão da sociedade, é possível uma apresentação mais bem aceita, entretanto, viver da música é o sonho de muitas pessoas que, com o tempo, podem perder o foco e deixar ele de lado. “De sonho a gente nunca desiste, né!? O que acontece é que em alguns momentos da vida nos questionamos se estamos escolhendo o melhor caminho para essa passagem, para esse tempo e espaço de existência. É necessário muita coragem pra rever seus passos. Mas eu sei que nosso povo é forte, nosso povo não é desistir”.

Criolo segue a linha de muitos MCs, ralou muito antes de aparecer nas páginas de jornais e programas de TV. Iniciou a carreira em 1989, até o inicio da década de 2000 era desconhecido do grande público. Em 2006, lançou seu primeiro álbum, intitulado Ainda Há Tempo – no mesmo ano criou a Rinha dos MC’s, ainda quando era conhecido por “Criolo Doido”.

Hoje, o rapper transita entre as batidas firmes e o clima envolvente do samba, aprendido com os principais nomes da música, como o Pagode da 27, grupo influente na região Sul de São Paulo, com quem Criolo lançou um clipe este ano. Sempre presente nas ruas em que nasceu, trata o meio em que vive com muito carinho. “Eu escrevo minhas canções e falo do que vivi, do que vejo, do Grajaú e de todos os lugares que visito”

Assim como a música, ele se mantém em um aprendizado constante, sabe que tem muito para oferecer, mas muito para aprender com as oportunidades da vida. “São 27 anos de rap, escrevendo, aprendendo, ouvindo, acho que de uma forma eu ainda tô vivendo um crescimento. Toda hora tem alguém ensinando alguma coisa pra gente na quebrada, né, irmão!?”.

Criolo segue em processo de criação, alternando momentos solos e projetos especiais, um dos mais aguardados é a parceria com Ivete Sangalo, em um tributo à Tim Maia. “Nós que amamos o rap, a música preta, temos um carinho e respeito gigantesco pelo mestre Tim Maia. O que os fãs podem esperar é uma apresentação com respeito máximo à história e obra desse grande homem”

Ele finalizou a entrevista agradecendo a tudo que cerca o rap, apresentando uma gratidão pelo momento da música da elevação das quebradas. “Gostaria de agradecer a todos e de relembrar mais uma vez, a gratidão que tenho por essa energia maravilhosa que o rap nos proporciona e essa possibilidade de viver música em toda a sua graça e grandeza.”

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