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Funk Buia lança CD de hip-hop e rap no Itaú Cultural em SP nessa sexta, dia 30

O álbum só chega ao mercado a partir da semana que vem, mas enquanto isso os fãs poderão curtir as músicas num dowload gratuito pela internet.

Funk Buia lança seu primeiro álbum solo “Verdadeiro tem que ser” nessa sexta-feira, dia 30, às 20h, no Itaú Cultural, com entrada gratuita. Destaque do Rap Ragga no país, é um dos MCs do grupo Z’África Brasil e uma das estrelas em ascensão na cena do Hip-Hop nacional. Como o disco só chega às lojas em setembro, todas as músicas podem ser baixadas na internet, no endereço eletrônico: http://funkbuia.tnb.art.br/

O CD, com selo Elemental, reúne 13 faixas ao todo e inclui duas remixagens. Um repertório temático formado pelos títulos: Nayambing – ‘O Sol; Tudo nosso; Galo canta; Marginal e bandido; Hipnose; Clima mudo; Verdadeiro tem que ser; Ragga’Rap; Fuzuê; ‘O povo; Respeito máximo, além do remix Ragga’Rap e Respeito Máximo. Trata-se de um encontro autoral, em que todas as letras levam sua assinatura. A produção é de Pitchô (MC do Z’África) e os músicos que o acompanham são Edy Ricardo (teclado e baixo); Leandro Kintê (guitarra e arranjos de harmonia); Eric Silva (Sil), na bateria; e PC (percussão).

Busca pela identidade

O novo trabalho marca o momento em que Funk Buia, cujo nome de registro é Roberto Willian Leite, busca, aos 34 anos, a afirmação de sua identidade própria, descolada das experiências musicais em grupo. Sua trajetória confunde-se com a história de sucesso do Z’Africa Brasil, onde atua há 15 anos ao lado de outros MCs do rap, nesse grupo criado há 18 anos. Mas antes deles, com apenas 12 anos, ingressou no território musical pelo grupo de samba Vício Nacional. Fora dos palcos, esse MC dá aula e participa de competições de Muay Thai, uma luta tailandesa.

“Com esse trabalho, estou vivo, falo do que penso, quero mostrar a força que a gente tem e que é preciso acreditar em nós mesmos para ir em frente”, resume. “Se você acredita em si, tem que ser de verdade, o mundo não tem como te enganar. Assim você está mais preparado e fortalecido para enfrentar os desafios da vida. Se não formos nós mesmos, seremos reféns de alguém, das barreiras do dia a dia na luta pela sobrevivência. Rala-se muito para comer, andar de buzão, atrás do dinheiro, é um corre-corre danado. O povo quer chegar e o sistema tem que impedir. Temos que levantar as armas e ir à guerra”, diz.

Envolvimento social

Além de mostrar toda a sua versatilidade e originalidade em seu grupo Z’África Brasil, o trabalho do MC também pode ser conferido em algumas obras da Família 7 Velas, que consiste numa união de artistas em torno do ragga e ritmos jamaicanos. Funk Buia também, ao lado de Kamau, foi um dos integrantes do Instituto (coletivo de produtores musicais e banda).

Entre as aparições que fez em trabalhos de outros artistas, destaca-se o primeiro CD do rapper Rappin Hood, Conexão Carandiru, SP Funk, Assassin (França), Alvos da Lei, RZO, Natiruts, Bid, Clã Nordestino, Núcleo, SNJ, entre outros. Se não bastasse o seu envolvimento com a música, Funk Buia tem um forte envolvimento cultural com a região em que mora, Taboão da Serra. Lá é diretor cultural do time de futebol de várzea da Associação Amigos da Ponte Preta (AAPP) e da Associação Favela Igualdade Respeito ao Menor e ao Adolescente (Afirma), do bairro Jardim Leme. Também é MC oficineiro na Sociedade Amigos Bairro (Sabs), onde realiza seus trabalhos sociais e comunitários. A todo esse histórico ainda se somam as muitas viagens e turnês que o MC fez pela Europa com o Z’África Brasil e também com o Instituto, com o qual também participou do Fórum Social Mundial na Índia, em 2004.

É um dos pioneiros no ragga-rap em São Paulo. Foi através da Família 7 Velas que Funk Buia se desenvolveu ainda mais como um cantor de ragga, gravando vários sons solo na pegada dancehall. Funk Buia também canta no coletivo Echo Sound System. Em 1997, passou a fazer parte da Posse Conceitos de Rua (Organização de grupos de Hip- Hop que trabalha seus elementos como fundamento Cultural, Social, Político e Educacional nas comunidades). Com o Z’África Brasil lançou o álbum, “Antigamente Quilombos, Hoje Periferia”, lançado em 2003 teve a música “Mano Chega Aí”, inserida na abertura da minissérie Turma do Gueto, da TV Record, no ano de 2002 à 2004. Dois anos depois, lançaram o segundo CD: “Tem cor Age”, que teve a música “Tá na responsa” inserida no filme “Antônia”, da Globo Filmes, além da participação da cantora CéU na música “Quilombo Invencível”. Seu terceiro CD, “Verdade e Traumatismo”, foi lançado na França e conta com músicas como “Reparação” e “Z’africanos”, gravadas para TV Trama. Já fizeram shows com vários intérpretes e grupos do hip hop e até Zeca Baleiro.

VÍDEOS:

SERVIÇO:

PROJETO TOCA BRASIL

Data e horário: 30/08/2013 – Sábado – 20h

Local: Itaú Cultural

Endereço: Avenida Paulista, 149 – Bela Vista – São Paulo

Telefone: (11) 2168-1777

Ingresso: gratuito

Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: livre

Sala Itaú Cultural – 192 lugares

Entrada franca (ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência)

Estacionamento com manobrista: R$ 14 uma hora; R$ 6 a segunda hora;

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