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Made in Japan: o mostro da MPC

Dj Samu conta como investiu tempo e disposição para se transformar em um dos especialistas no equipamento

Driblar o preconceito racial e territorial, aprender um novo idioma e se dedicar a trabalhar 14 horas por dia numa fábrica não foram empecilhos para que Samuel Alexandre Suguiura, 30 anos, aprendesse a arte dos toca-discos e se transformasse no “monstro da MPC”, como é conhecido.

O interesse pelas pick-ups surgiu em 1996, quando mudou-se o Japão e um Dj brasileiro, também residente no país oriental, lhe mostrou uma fita k-7 do DMC. “Foi quando me deparei com aqueles Djs fazem várias coisas loucas, os movimentos do Roc Raider, também do Dj Yoshi. Aquilo me fortificou a vontade de ser Dj e apesar do período conturbado que eu passava, tendo deixado minha família no Brasil, sem saber falar o idioma japonês e trabalhando mais da metade do dia numa fábrica, passei a comprar vários CDs de rap norte-americano, especialmente o rap nova-iorquinho”, lembra.

Dj Samu aprofundou-se nas pesquisas do estilo e numa rápida vinda ao Brasil dois anos depois, retornou ao Japão convicto de que iria comprar os toca-discos. “Eu dividia meu tempo trabalhando e aprendendo a mexer nos toca-discos”, relata.

De lá para cá, não parou mais, mas, só se transformou no “monstro da MPC” em 2002, quando, de forma autodidata, aprendeu a mexer no equipamento. “Eu ficava várias madrugadas em cima da máquina e na época não existiam tutoriais explicando sobre produção”, comenta. Por isso, a amizade com DJ MK, de Curitiba, fez Dj Samu buscar informações a troca de figurinhas sobre produções, até conseguir se aperfeiçoar. Pela internet, Dj Marc-T também ofereceu muitas dicas a Dj Samu.

Quando questionado sobre o interesse no aparelho, o Dj conta que surgiu quando um Dj de uma loja no Japão lhe mostrou o equipamento, sinalizando que o Rza Havoc utilizavam uma MPC para produzir. “Eu me interessei demais pela máquina e foram várias estações sobre a máquina, aprendendo a cada dia. Gosto de trabalhar com a MPC de uma forma bem simples. Tenho meus kits de bateria que eu mesmo recortei dos discos de breaks dos vinis e também timbres que eu tinha conseguido lá no Japão e alguns da internet. Já os samples eu gosto de pesquisar coisas diferentes e não gosto muito de utilizar os que já foram usados em outros instrumentais, então eu busco outras referências em fontes de músicas pouco conhecidas”, revela.

 

Atualmente, as técnicas permitem a Samu encarar não apenas as horas e a busca pela perfeição nos beats que produz, mas também boas horas no palco, com performances, o que ele admite, sem modéstia. “Graças a minha dedicação, faço as duas coisas. Tanto no palco, como no estúdio, consigo trazer a mesma energia”, reconhece.

Para este ano, o Dj pretende  investir em pesquisas e aprendizado. “Busco ser uma pessoa melhor a cada dia. Estou com vários projetos,  estudando mixagem e masterização, além de integrar o grupo Família IML, que tem um disco inédito, além de outros trabalhos com Maringueto Skratch Kru, ao lado dos Djs Manabu, GoldMidas e Kabessa”, pontua.

 

Assista vídeos performáticos do Dj

Dj Cia apresenta Dj Samu (Freestyle Beats)

Performance de Dj Samu ao vivo

Dj Samu ao vivo, no scratch

 

Serviço – Para saber mais sobre Dj Samu, acesse o SoundCloud do Dj ou o Facebook

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