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Mano Brown completa 42 anos de vida e de luta

Por: Paula Farias

Há exatamente 42 anos atrás nascia Pedro Paulo Soares Pereira, o filho da dona Ana  que anos mais tarde se tornaria Mano Brown uma das personalidades mais importantes do Brasil.

Hoje nessa data tão marcante em que Mano Brown completa 42 anos de vida e de luta, é  difícil escrever sobre ele. Afinal, o que ainda não foi falado?

O vagabundo nato, cachorro louco da zona sul, criado no Capão Redondo mudou para sempre a história da música negra brasileira.

Racionais MC’S, liderado por Brown influenciou e modificou toda uma geração, em pleno anos 90, mais conhecida como a década perdida quando o Brasil estava mergulhado no neoliberalismo e assistindo episódios terríveis como: o Massacre do Carandiru, Candelária e a chacina de Eldorado dos Carajás, foram justamente as rimas cortantes e contundentes de Mano Brown que fizeram eco pelas periferias denunciando o descaso do pode público.

“Molecada sem futuro, eu já consigo ver, só vão na escola pra comer, apenas nada mais. Como é que vão aprender sem incentivo de alguém, sem orgulho e sem respeito,
sem saúde e sem paz.”…

Resgatando e salvando vidas usando o rap nacional e tentando mostrar a fórmula mágica da paz.

“A gente vive se matando irmão, por quê? não me olhe assim, eu sou igual a você
Descanse o seu gatilho, descanse o seu gatilho, que no trem da malandragem, o meu rap é o trilho”…

Ser  Mano Brown não se resume em apenas cantar ou fazer cara de mal, Brown vem ensinando e devolvendo a população negra o orgulho de ser negro sendo o negro drama da periferia.

“Eu não li, eu não assisti
Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama
Eu sou o fruto do negro drama”.

O vida loka do rap nacional sabe muito bem que a humanidade é má e fez até Jesus chorar. Sendo assim, esse é um dos motivos que fizeram o Brown manter distância da grande mídia e da indústria cultural se tornando a resistência em  forma de rapper.

Mano Brown construiu uma história verdadeira e reconhecida pela periferia que ultrapassou todas as fronteiras, mas manteve sua base na favela, becos e vielas e por isso se mantém como uma chama que nunca se apaga.

Tudo que ele  fala ou faz vira notícia e desperta curiosidade, em um exército de mais de 500 mil manos que acompanham cada passo do rapper.

E hoje, com 42 anos Brown continua com o sorriso de menino enquanto interagi com o público durante os shows, mantém o olhar firme cantando e rimando e mostra orgulhoso  o mapa da África tatuado no braço.

Esse é o Mano Brown ícone do rap nacional, uma lenda viva, taxado de polêmico por alguns  e  amado e seguido por milhares.

Parabéns guerreiro por mais esse ano de vida.

O Rap Nacional agradece a periferia agradece.

 

 

 

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