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Morre cantor Jair Rodrigues

Ícone da música negra brasileira, Jair Rodrigues tinha 75 anos e estava em casa, em Cotia, na Grande São Paulo quando sofreu um infarto.

O cantor Jair Rodrigues morreu nesta quinta-feira (8). Ele tinha 75 anos e estava em sua casa em Cotia, na Grande São Paulo. A causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa. O corpo foi encontrado na sauna da casa.

Jair Rodrigues era considerado por muitos um dos precursores  do RAP no Brasil, por causa da música “Deixa isso pra lá”, gravada em 1964. Ele também tinha uma ligação muito forte com o Hip Hop, amigo pessoal de Rappin Hood, gravaram junto uma versão de “Disparada”.

Trajetória

Nascido em Igarapava (SP) em 6 de fevereiro de 1939, Jair Rodrigues de Oliveira era um dos mais populares cantores brasileiros. No início da carreira, nos anos 1950, participou de programas de rádio no interior de São Paulo e de shows de calouros.

Gravou o primeiro disco em 1962, com duas músicas que faziam referência à Copa do Mundo daquele ano: “Brasil Sensacional” e “Marechal da Vitória”. Os primeiros LPs foram “Vou de Samba com Você” e “O Samba Como Ele É”, de 1964, época em que tornou-se famoso com a faixa “Deixa Isso Pra Lá” (Alberto Paz e Edson Meneses), canção que é considerada uma precursora do rap brasileiro.

Em 1965, cantou pela primeira vez com Elis Regina, com quem lançou o LP “Dois na Bossa”. Depois, a dupla comandou o programa “O Fino da Bossa”, na TV Record.

Em 1966, Jair Rodrigues participou do festival da Record com a canção “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros. A música terminou como vencedora do evento, ao lado de “A Banda”, interpretada por Nara Leão.

Em 1971, o cantor lançou “Festa para um Rei Negro”, que trazia o samba-enredo homônimo feito para o Salgueiro. A interpretação é um dos grandes sucessos de Jair, com o refrão: “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Nos anos 1970, lançou os discos “Com a Corda Toda” (1972), “Orgulho de um Sambista” (1973), “Abra um Sorriso Novamente” (1974), “Ao Vivo no Olympia de Paris” (1975), “Eu Sou o Samba” (1975), “Minha Hora e Vez” (1976), “Estou com o Samba e Não Abro” (1977), “Pisei Chão” (1978), “Antologia da Seresta” (1979) e “Couro Comendo” (1979).

Nos anos 1980, vieram “Estou Lhe Devendo um Sorriso” (1980), “Antologia da Seresta nº 2” (1981), “Alegria de um Povo” (1981), “Jair Rodrigues de Oliveira” (1982), “Carinhoso” (1983), “Luzes do Prazer” (1984), “Jair Rodrigues” (1985) e “Jair Rodrigues” (1988).

Em 2005, lançou o CD “Alma Negra”, que trazia a participação de Luciana Mello. O cantor Jairzinho também é filho de Rodrigues.

Em 2006, foi lançado o DVD “Jair Rodrigues – Programa Ensaio – 1991”, no qual dá depoimento e canta alguns de seus sucessos. Entre as interpretações conhecidas de por Jair Rodrigues estão “O Menino da Porteira”, “Boi da Cara Preta” e “Majestade o Sabiá”.

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OUTROS COMENTÁRIOS (2)

  1. Isso mesmo daqui de Igarapava pro mundo vlw Jair a cidade esta de luto
    e o céu mais alegre com você cantando um Rap…(eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar…)
    https://www.youtube.com/watch?v=LAeLnOUYmKc

  2. Tive o prazer de ir a uma apresentação sua aqui em Recife no Marco-Zero(lotado). O que mais me chamou a atenção além de um repertório diversificado foi sua alegria contagiante. Que DEUS o receba de braços abertos !

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