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Pedro Gomes despede-se do Rap

 

 

“Pois é! Chegou a hora de sair e aposentar meu Black Berry”. Foi com esta frase que Pedro Gomes anunciou sua saída profissional do Rap.

 

 

Muitos podem estar se perguntando, quem é Pedro Gomes? Uma coisa eu posso dizer, ele não é MC, e nem DJ , mas é uma figura muito importante pro Rap Nacional.

Responsável pelos shows de Livia Cruz, Ogi, Max B.O, Akira Presidente além de cuidar pessoalmente da carreira do Grupo Pentagono, Pedro Gomes tem ainda em seu currículo a direção  do clipe “É o moio” e do documentário “Freestyle: Um estilo de vida”, esta é apenas uma parte do portfólio deste que agora passa a ocupar o lugar de público, ou como ele mesmo define, à partir deste momento, Pedro Gomes passa a compor o quinto elemento do Hip-Hop.

Para celebrar esta data, ele resolveu reunir os amigos para uma festinha, mas como os amigos são ninguém mais ninguém menos que: Pentagono, Akira Presidente, Max. B.O, Ogi, Projota e Marechal, a festinha virou um grande show, e o convite se entende à todos que estiverem afim de curtir um bom Rap e brindar a nova fase deste empresário que tanto fez pelo Hip-Hop. A festa acontece domingo (25) no Carioca Club em São Paulo.

Depoimento de Pedro Gomes sobre sua despedida do Rap

Vc ja assistiu aquele filme “Brown Sugar”? Assisti mtas vezes e sempre tive vontade de responder a pergunta q é feita pela Syd: “quando vc se apaixonou pelo rap?”

Era 1996 show do Racionais Mc’s em uma praça no bairro do Grajaú, foi ali. Naquele momento, com 12 anos, decidi que queria ser como o Mano Brown. Dali pra frente minha vida mudou, calça larga, camisetão, cabelo grande e etc.

Muitos movimentos surgiram, quem se lembra dos clubbers (assim q escreve?), dos largatichas, dos pôpêrôs (rs*)??? Passei por tds essas fases, sempre de fone de ouvido ao lado do hip-hop.

Em 1998 formei o grupo “Skate Brothers” (pode rir do nome, eu deixo) com o Apolo do Pentagono. Ficamos juntos alguns meses, mas ali eu vi (graças a Deus) que nunca levei jeito pra rimar e cantar rap. Porém, nem por isso, abandonei meu sonho de trabalhar com essa cultura.

O tempo passou e o grupo Pentagono foi formado, me aproximei dos caras pelo Apolo. Logo ficamos amigos. Como o grupo sempre teve mtos mc’s eles precisavam de um técnico de som, nessa época eu ja fazia parte da equipe que operava o áudio na igreja onde frequento. Foi assim q entrei pro Pentagono. Logo passei de operador de som, pra produtor e empresário. Criamos mais do que uma empresa, uma família – a família Time do Loko.

Em 2006 eu publiquei um livro de prosa-poética e fiz um pequeno evento de lançamento, lá estavam Kamau, Rashid (na época era Mosca) e Projota. No final desse ano tive o prazer de ir com o Emicida pra disputar a Liga dos Mc’s no Rio de Janeiro, eu vi ele sair de lá como o primeiro não carioca a vencer aquele evento.

Em 2006 e 07 integrei a equipe de produção da saudosa Rinha dos Mcs – com o Pentagono, Criolo e dj Dan Dan.

Em 2008 lancei o documentário Freestyle: um estilo de vida. No final desse ano resolvi produzir minha primeira festa sozinho, foi quando nasceu a Funk Lion – em sua primeira edição teve os djs Kl Jay e Primo. Infelismente, pelo destino, não fizemos a segunda edição.

Em 2009 estávamos conversando no Matte (antigo ponto de encontro do rap no centro de SP), Kamau, Emicida, Dj Marco e eu. Chegamos a conclusão naquele momento que o rap estava crescendo e precisava de um festival. Foi ai que nasceu o Festival Dialeto, teve duas edições de sucesso em 2009 e 2010.

Em 2011 acompanhando a evolução das redes sociais, criei junto com o Marco Gomes a maior ferramenta de divulgação de todo o mercado de musica independente do Brasil, o Social Rap – um aplicativo pra Twitter com quase 2 milhões de usuários e completamente gratuito.

Mas, apesar disso tudo listado acima, chegou o momento da dificil decisão, parar de trampar com rap. Estou em um momento onde preciso dar alguns passos na minha vida espiritual, que só serão possíveis com essa decisão.

Apartir de agora vou fazer o q mais gosto: ouvir rap. Fazer parte do quinto elemento da cultura hip-hop, o público.

Muito obrigado de CORAÇÃO tds os q me ajudaram nesse processo de evolução e auto-conhecimento.

Muito obrigado pela confiança Emicida, Projota, Livia Cruz, Ogi, Max B.O., Akira Presidente, Kiko, Dodiman, Massao, M.Sário, Rael da Rima e Apolo – família não é sangue / família é sintonia.

Desejo muito sucesso e amo vocês.

Pedro Gomes (março de 2012)

Confira o documentário “Freestyle: Um estilo de vida”: http://vimeo.com/7426707
Confira o clipe “É o moio”: http://vimeo.com/4236506

 

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OUTROS COMENTÁRIOS (5)

  1. Flavi Andrade disse:

    Histórias do rap! Cada vez mais facinada com este movimento que é como luz na escuridaão para muitos, e para outros, uma paixão que não se explica, apenas acontece!!

  2. Paulo Paixao disse:

    Vai fazer falta na cena do rap!

  3. Preto Cria disse:

    boa sorte no seu novo destino mano e muito obrigado por todas as suas contribuições deixadas

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