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Reflexão sobre o 'Dia da Consciência Negra', e confira 'FavelÁfrica' do Gato Preto

Dia 20 de novembro “Dia da Consciência Negra’, data escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares que morreu nessa data no ano de 1695 e foi símbolo da resistência, da luta do povo negro por liberdade.  

Texto: Paula Farias

E agora em pleno século XXI, como está a situação do negro na sociedade brasileira?

O Brasil foi o último pais da América a abolir a escravidão. E somos o país com a maior população de negros fora do continente africano, segundo estimativas do IBGE censo 2010, há 100 milhões de brasileiros negros no Brasil,  o que equivale há 51% da população total.

Porém mesmo representando metade da população, os negros ainda sofrem com as sequelas da escravidão. O racismo impera em nossa sociedade, os indicadores sociais mostram o fosso que existe entre negros e brancos.

No Brasil em média o negro estuda 2,1 anos a menos que um branco, e os que conseguem concluir o ensino superior não chega nem a 5%.

E a taxa de assassinatos de pessoas negras é infinitamente superior, pois os negros são mais vulneráveis. Os jovens das periferias continuam engrossando as estatísticas negativas do Brasil, de acordo com o Mapa da Violência 2012: Crianças e Adolescentes no Brasil, que traçou um perfil da violência brasileira, o país ocupa a quarta posição, entre 92 países em relação à taxa de homicídios de crianças e adolescentes.

Analisando mais cautelosamente a pesquisa, é possível identificar que os negros são os que mais morrem de causa violenta.  Só no ano de 2010, as taxas de homicídios no Brasil foram em média duas vezes maiores para a população negra em comparação com as taxas de homicídios da população branca, ou seja, a pesquisa revelou que 74,6% dos mortos eram negros.

A pesquisa ainda mostrou que nos últimos dez anos vêm caindo à taxa de assassinatos de brancos, enquanto que o índice de assassinatos de negros têm crescido.

E a grande maioria das vitimas são jovens entre 15 a 29 anos. São jovens negros, em sua esmagadora maioria, vitimas de um sistema racista, opressor, que marginaliza a periferia.  Sem contar que o Brasil ainda possuí uma política de “extermínio”, em sua corporação de policiais, herança nefasta da época da ditadura Militar

No enfrentamento diário, contra todo esse sistema de opressão  o Hip Hop nacional vem travando uma dura luta contra o racismo, e o rap nacional com suas letras fortes e contundentes há anos  denuncia o extermínio da população negra.

Vários manos da periferia encontraram no rap uma alternativa de vida , mas  nem todos serão cantores ou terão grupos é preciso que além de rappers , também tenham  médicos, professores, advogados, jornalistas entre outros profissionais oriundos das comunidades.

Sensdo assim, somente a cultura aliada a uma boa educação pública de qualidade, poderá mudar esse triste quadro que marca o Brasil, que se envaidece de ser a quarta economia mundial, mas que ainda é devedor de sua própria história para com seu próprio povo.

Essa é a nossa reflexão sobre o Dia 20 de Novembro, nossa pele é negra todos os dias, devemos ter a nossa consciência racial todos os dias, e lutar,  lutar e lutar !

FavelÁfrica

GATO PRETO

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