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Veja como foi o lançamento do livro de Preto Zezé

O lançamento do livro aconteceu na comunidade das QUADRAS onde nasceu Preto Zezé.

Animada ao som de DJ Doido, a festa aconteceu no finalzinho de dezembro e contou com a presença ilustre de nomes como: Celso Athayde, criador da CUFA e hoje presidente da Favela Holding, Edmilson Filho ( Ator principal do CINE HOLLIUDY), Haroldo Guimarães e os grupos de rap, VM na Rima, Carlos Galo & RDF e Comunidade da Rima.

Confira um pouco de como foi a festa:

Sobre o autor: 

Preto Zezé nasceu em Fortaleza, entre as ruas de terra da Quadra e o asfalto da Aldeota. Filho  de pais retirantes do interior, mãe domestica e pai pintor, é o mais velho de uma família de cinco irmãos.

Seu primeiro emprego na rua foi de lavador de carros. Oriundo dos bailes funks e da pichação, iniciou-se como ativista social no início da década 90, através da cultura Hip Hop, em particular, da música RAP. Um dos idealizadores do Movimento Cultura de Rua – MCR, já lançou quatro discos, sendo um deles premiado como revelação Norte e Nordeste, no maior prêmio de Hip Hop do Brasil, o HUTUZ.

Criou o Programa de Rap SE LIGA que caminha para seus 15 anos, realizado em parceria UFC – Universidade Federal do Ceará, na Rádio Universitária. Como produtor cultural realizou dezenas de eventos esportivos, culturais e sociais que visam sempre criar uma agenda positiva nas favelas de Fortaleza. Em 2004 criou a CUFA- CE, onde ampliou suas ações conseguindo reverter o estigma do racismo em carisma ao canalizar as ações para o ativismo social e a produção criativa e intelectual.

Preto Zezé é consultor de projetos sociais para empresas, institutos e governos.

Atualmente, está na  Presidência Nacional da CUFA BRASIL. 

Preto Zezé

Sobre o livro: 

O crack, droga que antes estava restrita somente à São Paulo, invadiu o Brasil. Essa foi a constatação de Celso Athayde e MV Bill durante as gravações do Documentário Falcão Meninos do Tráfico

Reunimos-nos na Cufa Brasil para avaliar qual seria a melhor forma de abordar essaquestão. Decidimos seguir nosso principio: que os favelados sejam sempre protagonistas da sua própria história.

Foi preciso sair da visão polarizada em que está pautado o debate na sociedade, em que as soluções resumem-se em internamento ou repressão. Era preciso ir mais longe, compreender a complexidade deste fenômeno que assola milhares de pessoas, famílias e sociedade, principalmente, os danos sociais relacionados com a ascensão do crack no Brasil.

Esse livro busca trazer o sujeito invisível à tona, ou seja, o usuário, que muitas vezes é retratado apenas como um doente ou um bandido que precisa ser retirado de cena para garantir a beleza da paisagem das cidades e do status quo dominante.

Queríamos saber como vivem, o que pensam, sonham, quais suas motivações e opiniões a partir de um olhar de “dentro para fora da lata”.

Entrevistamos mais de 200 pessoas, visitamos mais de 70 comunidades. Conheci, acompanhei e convivi durante três anos com gente de todo tipo que, por diversos motivos, variando entre a dor e o prazer, do status ao poder, da grana a fama, da fuga ao lazer, passaram a habitar a Selva de Pedra.

A busca aqui não é afirmar verdades, mas sim construir consensos. Não buscamos descobrir formulas mágicas, mas construir ações práticas, colaborar no cardápio de alternativas necessárias que deve ser tão diverso quanto os efeitos do crack. Na verdade também somos noiados em busca do sonho de uma sociedade, mais humana, justa, diversa e democrática.

O livro, conta com o apoio da Organização Pan Ameiricana de Saúde- OPAS.

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