Twitter Facebook Youtube
Home » Noticias » XXXTentacion: morrer a tiros já não dá para virar mito

XXXTentacion: morrer a tiros já não dá para virar mito

O rapper XXXTentacion foi assassinado no último dia 18 de junho, por um desconhecido que atirou nele numa rua em Deerfield Beach, Florida, Estados Unidos. Sua morte, aos 20 anos de idade e após 5 de carreira, foi um choque para seus fãs e o mundo da música.

A trajetória de XXXTentacion, mesmo curta, foi marcada pela polêmica. Alguns exemplos são a acusação de violência doméstica (ataque a sua namorada grávida), seu episódio de assalto à mão armada e os frequentes casos de violência envolvendo seus concertos.

O rap, entre o estúdio de gravação e a comunidade

É óbvio que as origens sociais de grande parte dos rappers, pelo menos daqueles mais “verdadeiros”, estão ligadas a condições de exclusão social. Para muitos garotos dos bairros mais pobres e violentos dos Estados Unidos, as únicas saídas possíveis da pobreza parecem ser acertar nos números da sorte, uma vida de crime, ou uma carreira no rap ou no esporte.

Contudo, alguns dos que conseguem sair da pobreza por via do rap parece que não conseguem abandonar inteiramente as condições mentais em que cresceram. Este parece ter sido o caso de Jahseh Dwayne Onfroy (nome real do rapper).

Alerta aos rappers: a fama já não vem assim

Antes de mais nada, importante deixar bem claro o que é óbvio: o assassino que atirou em Onfroy deve ser castigado e punido. No mais, a polícia local já tinha pego um suspeito, de acordo com notícias do útimo dia 21 de junho.

Certamente que Onfroy não quereria morrer. Mas o certo é que ele já tinha falado no assunto. De acordo com o jornal britânico Independent, ele havia declarado no Instagram poucos dias antes de sua morte: “se o pior acontecer, se eu falecer de forma trágica ou se não puder alcançar meus sonhos, espero pelo menos que os jovens tenham compreendido minha mensagem, que a usem de forma positiva em suas vidas e que tenham uma vida boa.”

De qualquer forma, é importante lembrar que, para um rapper, ser morto a tiros já não é tão incomum. Você sabe que, na Wikipédia em inglês, tem uma lista de músicos de hip hop assassinados, desde 1987 até o presente? Já tem um total de 36 artistas nesta lista. Claro que o grande Tupac Shakur pode entrar numa categoria de acima que nem John Lennon. Talvez The Notorious B.I.G. possa manter a fama. Mas, para todos os outros, o anonimato é a perspectiva mais provável para sua obra e suas memórias.

Será que levar uma vida de risco, e próxima do crime, é condição obrigatória para uma grande criatividade no rap? Queremos acreditar que não, até porque os garotos que XXXTentacion queria influenciar positivamente, como ele falou nas mídias sociais antes de falecer, não precisariam desse tipo de exemplos para suas vidas.

Comentários: