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Z'África Brasil faz homenagem a Vinicius de Moraes com letra inédita em concerto gratuito

Z’África Brasil apresenta letra inédita em homenagem ao centenário de Vinícius de Moraes durante a sua participação especial no concerto da formatura da primeira turma de alunos da Escola do Auditório, em São Paulo. O encontro do hip-hop com os jovens músicos da Orquestra Brasileira do Auditório (Oba) e com a Orquestra Furiosa, acompanhada do coral, é um momento histórico na trajetória de 18 anos do Z’África. O concerto será realizado neste fim de semana, dia 30, sábado, e domingo, dia 1º, sempre às 21 h, no Auditório Ibirapuera. A entrada é gratuita.

O Z’África compôs rimas exclusivas para inserir numa releitura da canção “A Felicidade”, um clássico do poetinha. Também no encontro com a nova geração de instrumentistas formada pela Escola do Auditório será apresentado o single “O Rap é Grande” do próximo CD do grupo e um pot-pourri  com  uma releitura da música “Ajo”, de Peter King, da Nigéria, com um mix entre as letras do Z’África “Eu não vi nada”, “Eu tô ligeiro”, “O rap é o som”, “Antigamente Quilombo, Hoje Periferia” e “Reparação”. O cantor e compositor Wesley Nóog, representante da nova geração do Soul Music, também faz uma participação no concerto.

Regentes

Vanderlei Banci, Nailor Azevedo “Proveta, José Roberto “Branco” e Daniel Reginato são os regentes do concerto, que vai homenagear Vinicius de Moraes, em repertório que inclui Pixinguinha, Baden Powell, Tom Jobim, Chico Buarque e Toquinho, além da participação do Z’África, formado pelos MC’s Gaspar, Pitchô e Funk Buia e pelo DJ Tano.

Os jovens alunos da Escola do Auditório vão tocar Orfeu da Conceição – nesse caso, um paulistano, morador da Zona Sul que ouve rap e vivencia as agruras da cidade. Fazem parte ainda do espetáculo, Valsa de Eurídice e Ela É Carioca, compostas por Tom Jobim; Modinha, de Tom com Vinicius; Consolação Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinicius de Moraes; Mundo Melhor, parceria do poetinha com Pixinguinha; Samba de Orly, de Chico Buarque, Toquinho e Vinicius; entre outras.

Z'Africa Brasil - em alta 5 (1)

Z‘África Brasil

O nome do Z’África foi concebido com a proposta de a letra “Z“ simbolizar Zumbi dos Palmares, líder e ícone da resistência negra no Brasil. “Representa a cultura dos povos da periferia para o mundo”, explica o MC Gaspar. A explosiva fusão sonora do Z’África já despertou o interesse de músicos internacionais e o prestígio junto à mídia e ao público. Os músicos sentem a necessidade de pensar a realidade como um grupo de hip-hop, além de outros universos. O Z’África já participou de dezenas de coletâneas e gravações dentro e fora do país. Entre os artistas nacionais que já gravaram com o grupo, está Zeca Baleiro, Fernando Catatau, Céu e Toca Ogan (percussionista da Nação Zumbi), Fernanda Abreu.

O Z’África Brasil, que desenvolve vários projetos sociais na periferia de São Paulo, tem dois CDs e dois EPs gravados. O primeiro EP foi “Conceitos de Rua”, uma coletânea que contou com vários grupos e artistas do rap italiano, como Ricardo Rumore, Osteria Lyrical, DJ Zetta e Gente Guasta. Foi gravado em Verona, na Itália, entre 1999/2000. “Antigamente Quilombos e Hoje Periferia” é o segundo álbum, lançado em 2003, e responsável pela projeção do trabalho do grupo, que passou a ter suas músicas como trilha sonora de filmes. “Tem Cor Age”, entre 2006 e 2007, foi o terceiro CD. Já, entre 2007-2008, foi produzido “Verdade e Traumatismo”, EP France, com Selo Livin’Astro, gravado na França.

Entre as músicas que viraram trilha sonora do Z’África, está “Mano Chega aí”, no seriado “Turma do Gueto” (2002/2004) da TV Record. No filme “Narradores de Javé”, com direção de Eliane Caffé, em 2003, a música “Casa de Javé” ganhou destaque. Já, no filme Antônia, em 2006, virou trilha “Tá na Responsa”. No elenco, Negra Li, Lela Moreno, Quelynah, Cindy. “Raíz de Glória” foi trilha no documentário “Lutas.Doc”, em 2011, com direção de Luiz Bolognesi, com Selton Mello e Camila Pitanga no elenco.

A Escola do Auditório

Ao assumir a gestão do Auditório Ibirapuera, em 2011, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Itaú Cultural deparou-se também com o desafio de gerir este centro de ensino da música criado em 2005 e atualmente com cerca de 170 alunos, entre crianças e adolescentes vindos, a maioria da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. A eles é oferecido um curso livre de música, com o objetivo de colaborar para uma formação humanista por meio de um sólido aprendizado da música fundamentalmente unindo teoria e prática. Também para que conheçam aspectos da história da música brasileira, que é o foco estruturante da permanência de cada aluno e aluna na Escola do Auditório, e discorrer sobre artistas e movimentos.

Hoje, os alunos da Escola do Auditório tem uma carga horária de 16 horas semanais, durante 40 semanas por ano. O objetivo é proporcionar uma sólida formação na área de música, unindo teoria e prática. Estes estudantes aprendem não apenas a tocar um instrumento, mas também a conhecer aspectos da história da música e poder discorrer sobre artistas e movimentos, tendo a música brasileira como um foco estruturante de toda a permanência, de cada aluno e aluna, na Escola do Auditório.

Um dos aspectos que certamente torna esta escola cada vez mais atraente no ensino e na reflexão musical é a ênfase na prática da música. Entre as experiências bem-sucedidas da instituição está a criação de diversas formações de conjuntos musicais, entre eles a Orquestra Brasileira do Auditório (OBA), composta pelos jovens estudantes com seus metais, percussão e coro.

Vídeos e Álbuns do Z’África:

http://www.youtube.com/watch?v=qY1Cr6x4s3w (“O Rap é grande”, faixa do novo cd de 2014)

http://www.youtube.com/watch?v=HeLrWOJJxsI (“Reparação”, gravado no estúdio Trama)

http://www.youtube.com/watch?v=CD9IpUaALaM (“Eu não vi nada”, gravado na Trama/Radiola)

http://www.youtube.com/watch?v=oKcchVdiNfg   (Clipe “Tem cor age”)

http://www.youtube.com/watch?v=ETPLD1WtPgU .  (Tá na responsa)

SERVIÇO:

DATA E HORÁRIO:

dia 30 de novembro, às 21h

dia 1º de dezembro, às 21h

LOCAL: Auditório Ibirapuera

ENDEREÇO: Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 – Parque do Ibirapuera – Portão 3 – Ibirapuera –
INGRESSO: Grátis – distribuição na bilheteria com uma 1h30 de antecedência ao concerto

TELEFONE:(11) 3629-1075

 

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