Aborígine lança a música 'O Circo'

Machismo, homofobia, gênero, preconceito racial são temas da canção ‘O Circo’ lançada no último domingo, dia 5 de fevereiro pelo projeto Aborígine.
Com letra e interpretação de Markão Aborígine, produção musical do baiano Diego 157 e gravada por Wty no MD Estúdio, a canção logo recebeu ótimas críticas do público, professoras e professores, artistas e jornalistas do meio.

O Circo é a primeira canção a ser lançado do álbum ‘O Canto dos Mártires’, segundo da carreira dos mesmos, com previsão de lançamento ainda neste primeiro semestre. Markão Aborígine, músico e coordenador da ação, é militante do Movimento Hip Hop e atua como Conselheiro Tutelar e Educador social no Distrito Federal.

Escute, baixe e deixe aqui seu comentário sobre a canção:

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/35687242″ params=”auto_play=false&show_artwork=true&color=ff7700″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

Clique aqui para fazer download da música.

A música “O circo” não é só uma denuncia, mas também uma convocação para o despertar desta gente nossa. Olhos atentos não são mais o suficiente. Ficar olhando as coisas acontecerem e não entender como isso afeta eu, você, todos nós. Já basta você não acha? Essa música realça a indignação, ao abordar na simplicidade que – Somos vitimas também de nós mesmos. Nós que não acreditamos na nossa capacidade de mudar as coisas, nós que só culpamos os outros, nós que nos vendemos e que fomos roubados de nossa crença, de nossa força, nós que não acreditamos muitas vezes em nós mesmo. Estão nos injetando a inconsciência, na forma de novela, músicas com apelo sexual, falsas referências, tudo escondido atrás do assim dito “Tempos Modernos”. Assim fica fácil este “circo” continuar fazendo piadas das nossas vidas. “O Circo” é uma Música de despertar. É isso.

Crônica Mendes, A Família.

Fiel à tradição do rap de fazer da música não apenas uma diversão, mas também uma forma de olhar criticamente para o mundo, o rapper Markão Aborígine  uniu ritmo, letra e consciência política, o que resultou na criação de sua mais nova música, “O Circo”.  Ao longo dos quatro minutos e dez segundos de duração da música, Markão Aborígine denuncia em suas rimas o preconceito e a hipocrisia (“Quem tem preconceito, levanta o dedo. Uai, cadê, não vejo ninguém?”), o consumismo capitalista que transforma  tudo em mercadoria (“O capitalismo que vende fritura, também vende redução do estomago”),  a sexualização despejada nos lares pelos monitores de TV (“Até quando a gente não vai compreender o amor/ Como verbo até divino e não somente pornô/Reality show, musa do carnaval, hit do verão/Que faz criança de 3 anos rebolar no chão”).  Markão Aborígine faz de seu rap um ato político, música para dançar e pensar.

Fernando Freire. Poeta e Diretor da Escola CEF 08 – Gama DF

Conheça mais sobre o grupo acessando:

Site: http://www.aboriginerap.blogspot.com

Vídeos:http://www.youtube.com/canalaborigine

Músicas: http://www.palcomp3.com.br/aborigine

 

62 comments

  1. Mariana Rodrigues 17 fevereiro, 2012 at 12:39

    Markão parabéns por mais uma letra de construção para nossos adolescentes.Estamos te esperando no CEF01 Guará.

  2. Luiz Positividade 18 fevereiro, 2012 at 14:40

    a realidade e dura, e a mudança e mútua, graças a grades ações, inteligência e coerência, Deus da continuamente com clemência o Rap sabe fazer isso como ninguém , da hora mano o papo e reto !parabéns velho sucesso sempre !

  3. Guilherme Soares 21 fevereiro, 2012 at 04:02

    Markão tem postura, contundência, autenticidade e uma ligação profunda com o povo da classe trabalhadora, conhecendo, assim, todas as dificuldades, anseios, capacidade de superação e também, os defeitos, a resignação do povo pobre periférico.

    Por isso a canção que não só passa a mão na cabeça, mas mostra também o quanto precisamos melhorar como ser humano, quantas barreiras precisamos vencer para que,
    quando o povo tiver, de fato, o poder a gente não tenha as mesmas atitudes do opressor!

    E assim segue a canção!

  4. George Roberto 28 fevereiro, 2012 at 13:42

    Markão Aborígine EVOLUÇAO EM PESSOA MARKAO SEMPRE COM RAP VERDADEIRO ASSIM É MEU AMIGO MARKAO AQUI MANO DO GRUPO " A PRIMEIRA VOZ " SALVE TAMO JUNTO UMA GRANDE LETRA GOSTEI RAP DE CORAÇAO E ASSIM MESMO.. PAZ GUERREIRO É NOIS

  5. José Rafael 2 março, 2012 at 15:40

    GRande Markão….
    Poeta nato, mano de fé Conheço a uns 8 anos…e vejo sua evolução e revolção.
    O Rap na mão dele vira Transformação.
    Paz mano aparece lá no Ministério khi-ro…

  6. Markão Aborígine 11 março, 2012 at 02:18

    Grande Rafa. São sim 8 anos… Desde que nos conhecemos no Prog. Militancia Hip Hop, onde tocavamos seu som. Reciprocidade amigo, vejo sua evolução, é nítido.

    Deus continue lhe abençoando, sempre juntos!

  7. Ederval Lima Luiz 11 março, 2012 at 11:45

    Markão Aborígine, eu moro na paraiba e aqui a apoio ao rap é muito escasso, as rádios aqui não rola rap, mas des de muleque escuto rap nacional, e sempre estou conectado com a realidade das ruas, VIDA LONGA P/ VC TBM meu irmão FÉ EM DEUS QUE ELE É JUSTO!

  8. Guilherme Balan 20 abril, 2012 at 07:04

    To arrepiado aqui, falando de coração: rap dando real sobre homofobia, sofrimento da mulher com o machismo, MAIOR PRESENTE que eu podia ganhar do rap! Do tipo pra mostrar pra minha mãe, minha esposa, pros amigos que não são heteros – e principalmentevai como uma lição aí pros que não discriminam… Não imagino responsa maior, valeu, Markão, é um prazer! Continue representando! To torcendo

Leave a reply