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Inspirado na pandemia, Artelheiro Maximo lança faixa Máscaras

Carregada de trocadilhos e ironia, a faixa “Máscaras” de Artelheiro Maximo – lançada pelo selo ArtelhariaTV – propõe uma analogia entre as máscaras de proteção contra a Covid-19 e as máscaras invisíveis usadas viciosamente por nossa sociedade, muitas vezes de modo inescrupuloso em busca de status ou luxo. Há ainda, uma abordagem sutil sobre a maneira que a alta casta trata os menos privilegiados como se fossem doenças, por medo de perderem o controle das regras do “jogo”. Em “Máscaras”, Maximo assume, então, essa capa de doença, mais precisamente um vírus do sistema burguês, vírus esse que se vale da subestimação e invisibilização de seus movimentos e de si próprio para corroer o sistema operacional aristocrata. A faixa é acompanhada de um lyric video, também produzido pelo artista, para melhor compreensão da mensagem.

A imagem predominante do lyric vídeo é justamente a de Artelheiro Maximo em seu ambiente de trabalho, o trem. Como bem sugere seu username no Instagram – @maximodotrem – Maximo há aproximadamente 2 anos leva suas rimas de improviso pelos vagões de São Paulo, sendo esse fato aliás, o tema de seu segundo EP, ainda em produção. Também beatmaker, produtor e videomaker, Artelheiro assina entre outros projetos, a produção de qalém de suas faixas, as de Afrodite, autora do funk “Trança nas Brankkka”, também disponível no canal ArtelhariaTV no youtube.

Com produções que traduzem sua versatilidade, indo desde o reggaeton ao boom bap, afrobeat, funk, trap, samba e tantas outras roupagens que provam a coragem do artista de explorar os mais diversos campos que a música permitir, com certeza, a criatividade de Artelheiro Maximo é digna de atenção. Como ele próprio diz: “Nem eu sei como vai ser meu próximo som, sei lá, não sei como vou estar ou o que vou querer passar, tá ligado? Só sei que não vou me prender a nada que me impeça de passar aquilo que tô sentindo de passar, da maneira que eu tô sentindo de passar, até porque, no fim das contas, não componho sozinho, liga? Esse “sentir de passar” é justamente o que os meus ancestrais, meus guias artísticos e eu também, pensamos que é relevante fazer no momento, tá ligado? Bagulho doido, né? Olha que tô sóbrio, risos. Então, vou procurar ao máximo, as ferramentas que a arte disponibilizar para dar fidelidade pro bagulho, melhor jeito de entender esse processo de criação é ouve o bagulho, risos”.